59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

Conhecimento, atitudes e práticas relacionados ao rastreamento e diagnóstico do câncer cervical e aceitabilidade de métodos de auto-exame entre funcionárias, pacientes e seguidores de hospital

OBJETIVO

Avaliar conhecimento, atitudes, e práticas relacionados ao câncer no colo do útero, exames de prevenção, rastreamento, e diagnóstico da doença e aceitabilidade de novas metodologias de rastreio entre mulheres

MÉTODOS

Questionário de conhecimento, atitudes e práticas (CAP) relacionados ao câncer cervical (CC), HPV, espéculo, teste Papanicolau e colposcopia foi aplicado em mulheres maiores de 24 anos. Também foram perguntadas se estariam dispostas a tentar novos métodos de rastreamento como a auto-coleta para o teste de DNA-HPV e auto-visualização do colo uterino. Questionário foi disseminado nas redes sociais, intranet e serviço de ginecologia oncológica do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), e participantes emitiram consentimento eletrônico e preencheram o questionário online (n=4206).

RESULTADOS

Perfil médio de participantes inclui mulheres com ensino superior completo, pertencentes às classes sociais A e B, maioria autodeclarada branca. Maioria das participantes tinha entre 30-40 anos e 37% tinha histórico de lesão precursora de câncer cervical. Mais de 90% teve conhecimento, atitudes e práticas relacionadas ao rastreamento e diagnóstico do câncer do colo do útero adequados, indicando níveis superiores aos descritos na literatura.

Mesmo assim, cerca de 60% acha que o espéculo é uma barreira importante no cuidado ginecológico e preferiria um exame sem o espéculo. Mais de 80% estaria disposta a fazer a auto-coleta para teste DNA-HPV e essa figura foi 89% quando foi explicado que o método era seguro, fácil e confiável, demonstrando que educar a população sobre os métodos de rastreio pode aumentar aceitabilidade e adesão. Cerca de 63% da amostra estaria disposta a realizar uma auto-colposcopia. Interesse em métodos de auto-exame teve associação positiva com atitudes (RP 1.377, p < 0.001) e negativa com práticas (RP 0.852, p <0.001) relacionadas ao rastreamento e diagnóstico do câncer cervical, sugerindo que grupos com baixa adesão ao rastreamento poderiam beneficiar-se de métodos alternativos.

CONCLUSÕES

Conhecimento, atitudes e práticas relacionados ao CC foram superiores às das populações descritas na literatura, porém a amostra tinha nível de educação e classe social mais altos. Maioria interessou-se pela auto-coleta para teste DNA-HPV e auto-colposcopia. Esses métodos que garantem maior autonomia ao paciente nos cuidados ginecológicos têm potencial de aumentar cobertura desses exames em casos de baixa adesão e reduzir intervenção médica desnecessária em população sobrerrastreada.

PALAVRA CHAVE

câncer do colo do útero; conhecimento; auto-exame

Área

GINECOLOGIA - Atenção primária

Autores

Luiza Rezende I Perez, Vanessa Alvarenga, Libby Dotson, Kimberly Tran, Fernanda Ferraz Assir, Eduardo Cordioli, Mariano Tamura Vieira Gomes, Agnaldo Lopes da Silva Filho, Sergio Podgaec, Nimmi Ramanujam, Renato Moretti-Marques

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