59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

CLASSIFICAÇÃO DE ROBSON PARA AVALIAÇÃO DOS PARTOS NO DISTRITO FEDERAL

OBJETIVO

Identificar os tipos de parto no Distrito Federal (DF) pela Classificação de risco epidemiológico, a Classificação de Robson (CR) em 10 grupos no ano de 2019, comparando Hospitais Públicos (HP) e Hospitais não Públicos (HnP) e comparar as taxas nos anos de 2015 a 2019.

MÉTODOS

Estudo transversal, descritivo, retrospectivo, incluindo todos os registros de partos realizados no DF no período de 2015 a 2019, dados do DATASUS/MS. Foram avaliados: tipo de parto, tipo de Instituição; CR pelo Software IBM SPSS Statistics v.22. As taxas de cesárea entre cada grupo e sua contribuição para o total de cesárea foi comparado entre os anos de 2015 a 2019, entre os HP e HnP. Para este cálculo foi utilizado o teste de proporção de diferenças, teste qui-quadrado de Pearson com RR e IC95% pelo método de Newcombe-Wilson sem correção de continuidade. Para todos os testes estatísticos, foi adotado o limite de significância de p <0,05.

RESULTADOS

No ano de 2019, o DF registrou o total de 55.468 partos, sendo 26.891 (48,48%) vaginais e 28.577 (51,52%) cesáreas. Grupo 3 (21,95%) e G5 (21,47%) foram os mais representativos. Dentro dos grupos com menor expectativa de cesárea (G1 a G4), 69,84% das mulheres do G2 foram submetidas à cesárea e G1 e G2 juntos foram responsáveis por 28,5% de todas as cesáreas no DF. Comparando o percentual de cesárea dentro dos grupos, para HP e HnP, houve diferença estatisticamente significativa entre essas instituições em todos os grupos (p <0,001) exceto para o G9, com maior frequência e risco de cesárea para as mulheres do HnP. Na frequência de cesárea dentro dos grupos nos HP do DF, o Hospital Materno Infantil de Brasília prevaleceu sobre os demais nos G1, G3, G5 e G10, o Hospital Regional do Paranoá no G2 e o Hospital Regional de Sobradinho no G4. De 2015 a 2019, as taxas de cesárea dentro dos grupos no DF se mantiveram na maioria dos grupos, com maior variação no G4 (9,62%), e G2 (5,94%).

CONCLUSÕES

Os resultados indicam altas taxas de cesárea no DF e vêm se mantendo estáveis ao longo dos anos de estudo, com valores em torno dos 50%. Políticas públicas com estratégias de intervenção que visem a redução dessas taxas devem ser voltadas principalmente para os HnP e, dentro dos HP o Hospital Materno Infantil de Brasília. Em relação aos grupos de Robson de menor expectativa para a cesárea, G1 a G4 a prioridade é prevenir a primeira cesárea, com ações voltadas à priori para os G1 e G2 (nulíparas), com repercussão futura na diminuição do G5 (cesárea prévia).

PALAVRA CHAVE

Cesárea; Classificação de Robson; Parto Obstétrico

Área

OBSTETRÍCIA - Epidemiologia

Autores

Mariah Vicari Bolognani, Rafael Prado Lenza, Levy Aniceto Santana, Cláudia Vicari Bolognani

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