59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

DIAGNÓSTICO PERI-OPERATÓRIO DE TORÇÃO UTERINA EM ÚTERO GRAVÍDICO EM GESTAÇÃO TERMO - UM RELATO DE CASO

CONTEXTO

A rotação do útero gravídico até 45 graus em torno do eixo longitudinal do útero é um achado normal no terceiro trimestre de gravidez. Entretanto, acima disso - a chamada torção uterina - é considerada uma patologia rara na prática obstétrica. Relatamos o caso de torção de 180 graus de um útero bicorno em que o feto, termo e em apresentação cefálica, foi retirado,desconhecidamente, por meio de uma histerotomia posterior.

DESCRIÇÃO DO(S) CASO(S) ou da SÉRIE DE CASOS

Paciente JTVMN, 32 anos, quinta gestação, com duas cesarianas anteriores, sendo um feto natimorto com 32 semanas, e dois abortos, realizou um pré natal de alto risco por ser portadora de útero bicorno e diabetes gestacional, além de ter história prévia de cirurgia bariatrica em 2016.
Atendida na maternidade no dia 22/05/2021, com idade gestacional de 37 semanas e 6 dias, por queixa de perda de líquido via vaginal, tendo diagnóstico de ruptura prematura de membranas ao exame físico, foi encaminhada para cesariana por iteratividade e opção materna.
Durante perioperatório evidenciadas diversas aderências pélvicas e, após histerorrafia, foi realizada revisão de cavidade, onde foi confirmado útero bicorno e evidenciada anormalidade anatômica abaixo da rafia. Após a luxação do útero, revelada torção uterina em 180 graus de rotação, sendo concluído que a histerorrafia havia sido realizada em segmento uterino posterior. Útero devolvido à cavidade uterina na posição anatômica correta, demais atos do procedimento cirúrgico sem intercorrências.
Recuperação pós cirúrgica e puerpério sem intercorrências.

COMENTÁRIOS

Em geral, o tratamento da torção uterina depende de quando ela ocorre durante a gravidez. Segundo a literatura, quando o caso é conhecido, a laparotomia é imperativa. Quando o retorno do útero à posição anatômica não é possível durante a cesariana, uma incisão transversal no segmento uterino posterior inferior é uma escolha segura.
Nesse caso relatado, o diagnóstico de torção uterina de 180 graus foi intra-operatório, sendo a paciente sempre assintomática e não tendo relatos de alterações de eixo do útero em cirurgias anteriores.

PALAVRA CHAVE

TORÇÃO UTERINA ; GESTAÇÃO

Área

OBSTETRÍCIA - Obstetrícia Geral

Autores

BARBARA GERLACH DA SILVA ZIEMATH, HELOISE MARTINS DE CARVALHO, LUIS FERNANDO DA SILVA RODRIGUES, LIZ CAROLINE DE OLIVEIRA CAMILO

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