59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

MULHERES QUE FAZEM SEXO COM MULHERES BRASILEIRAS: SAÚDE SEXUAL E ACESSO A ASSISTÊNCIA GINECOLÓGICA.

OBJETIVO

INVESTIGAR A SAÚDE SEXUAL DAS MULHERES QUE FAZEM SEXO COM MULHERES (MSM) BRASILEIRAS, CARACTERIZANDO SEUS ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS, PRÁTICAS SEXUAIS, SAÚDE SEXUAL, E SUAS EXPERIÊNCIAS NO ACESSO À ASSISTÊNCIA GINECOLÓGICA.

MÉTODOS

ESTUDO TRANSVERSAL, DESCRITIVO, DE ABORDAGEM QUANTITATIVA, REALIZADO ATRAVÉS DE QUESTIONÁRIO ELETRÔNICO DIVULGADO NAS MÍDIAS SOCIAIS, ENTRE 2019 E 2020. A POPULAÇÃO ALVO DA PESQUISA COMPREENDEU MULHERES CISGÊNERO, MAIORES DE 18 ANOS DE IDADE, BRASILEIRAS E RESIDENTES NO BRASIL, QUE JÁ TIVERAM ALGUM TIPO DE RELAÇÃO SEXUAL COM OUTRA MULHER. A PESQUISA FOI SUBMETIDA AO COMITÊ DE ÉTICA E PESQUISA (CEP) DO CENTRO UNIVERSITÁRIO DE PATOS DE MINAS E APROVADA PARA APLICAÇÃO. OS DADOS COLETADOS FORAM TABELADOS E ANÁLISE ESTATÍSTICA FOI REALIZADA ATRAVÉS DO SOFTWARE IBM SPSS.

RESULTADOS

OS DADOS COLETADOS DE 412 PARTICIPANTES REVELARAM: ELEVADO NÍVEL DE ESCOLARIDADE (ENSINO SUPERIOR 72,5%) E SOCIOECONÔMICO (RENDA FAMILIAR MENSAL > 4 SALÁRIOS MÍNIMOS 53,1%); ALTA PREVALÊNCIA DE CONSUMO DROGAS LÍCITAS E ILÍCITAS (97,3%); DIVERSIDADE DE PRÁTICAS E PARCERIAS SEXUAIS, SENDO QUE 41,5% RELATARAM RELAÇÕES SEXUAIS EXCLUSIVAMENTE COM MULHERES CIS, E 41,7% RELATARAM PRÁTICA DE PENETRAÇÃO VAGINAL COM PÊNIS; DISCORDÂNCIA ENTRE ORIENTAÇÃO SEXUAL E COMPORTAMENTO SEXUAL (11,8%); USO INFREQUENTE DE MÉTODOS DE BARREIRA NAS PRÁTICAS HOMOSSEXUAIS (17%); BAIXA PREVALÊNCIA DE IST’S PRÉVIAS (14,3%); AUSÊNCIA DE CONSULTA COM GINECOLOGISTA (9,7%) ASSOCIADA A PARCERIA SEXUAL EXCLUSIVA COM MULHERES (Χ(1)=6,418; P=0,011; V=0,125), AUSÊNCIA DE COLETA PRÉVIA DE CITOPATOLÓGICO DE COLO DE ÚTERO (36,4%), AUSÊNCIA DE QUESTIONAMENTO QUANTO A ORIENTAÇÃO SEXUAL DURANTE CONSULTA GINECOLÓGICA (72,8%), AUSÊNCIA DE ORIENTAÇÕES QUANTO A PREVENÇÃO DE IST’S DURANTE CONSULTA GINECOLÓGICA (71,4%), PRECONCEITO DURANTE CONSULTA GINECOLÓGICA (20,1%), RECEIO EM PROCURAR GINECOLOGISTA (35,1%).

CONCLUSÕES

AS MSM BRASILEIRAS ESTÃO EXPOSTAS A INÚMEROS FATORES DE RISCO À SAÚDE, ALÉM DE ENFRENTAREM UMA SITUAÇÃO DE INVISIBILIDADE NOS SISTEMAS ASSISTENCIAIS, FATORES QUE SOMADOS CONFEREM UMA SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE DA SAÚDE DESSAS MULHERES. PARA A MUDANÇA DESSA SITUAÇÃO, SE FAZ URGENTE A NECESSIDADE DE MAIS PESQUISAS DIRECIONADAS A INVESTIGAÇÃO E COMPREENSÃO DA REALIDADE VIVIDA POR ESSE GRUPO DE MULHERES, PERMITINDO ENTÃO O DESENVOLVIMENTO DE PROTOCOLOS E DIRETRIZES ESPECÍFICOS À ASSISTÊNCIA GINECOLÓGICA DESSA POPULAÇÃO E SUAS NECESSIDADES, EM BUSCA DE UM CUIDADO EM SAÚDE MAIS INTEGRAL E EFETIVO.

PALAVRA CHAVE

MULHERES QUE FAZEM SEXO COM MULHERES, HOMOSSEXUALIDADE FEMININA, SAÚDE SEXUAL.

Área

GINECOLOGIA - Atenção primária

Autores

MILLA COSTA, FLAVIO GIL

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