59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

CÉLULAS ESCAMOSAS ATÍPICAS EM CITOLOGIA DA CÚPULA VAGINAL: RELATO DE CASO

CONTEXTO

Segundo o Sistema de Bethesda revisto em 2001, as atipias de células escamosas de significado indeterminado podem ser de dois tipos: ASC-US (possivelmente não-neoplásicas) e ASC-H (não se pode afastar lesão de alto grau). O Ministério da Saúde recomenda que a colpocitologia oncótica seja realizada em mulheres com vida sexual ativa a partir dos 25 anos, podendo ser interrompida aos 64 anos de idade, após 2 resultados normais. Também orienta que mulheres que realizaram histerectomia total por patologias benignas, que não apresentem história prévia de lesões cervicais de alto grau, sejam excluídas da população-alvo do rastreamento, desde que tenham exames anteriores sem alterações.

DESCRIÇÃO DO(S) CASO(S) ou da SÉRIE DE CASOS

R.J.D, 46 anos, G3Pv3 (último parto há 16 anos), menarca aos 11 anos, sexarca aos 15 anos, submetida a histerectomia total há 8 anos por sangramento uterino anormal associado a miomatose uterina. Refere episódios esporádicos de dor em baixo ventre, sem outras queixas. Realizou Colpocitologia Oncótica em novembro/2020 em Unidade Básica de Saúde, apresentando células escamosas atípicas de significado indeterminado, não se podendo afastar lesão de alto grau (ASC-H). À Colposcopia (08/01/21) apresentou fundo de saco vaginal com área extensa de espessamento epitelial e acetoreação (Schiller iodo claro com bordas iodo negativas). Submetida à biópsia (08/01/21), com laudo apresentando mucosa escamosa com raros focos de atipias epiteliais onde não é possível afastar efeito citopático viral/neoplasia intraepithelial vaginal (associado à fibrose do córion), sendo indicada complementação com Imuno-histoquímica (21/01/21) que afastou a possibilidade de lesão de alto grau (P16 negativo, Ki-67 positivo em raras celulas).

COMENTÁRIOS

Mesmo não sendo preconizada a realização de Colpocitologia Oncótica em pacientes submetidas a histerectomia total por patologia benigna, no presente caso a mesma foi realizada. Apesar de inicialmente ter sido afastada a possibilidade de lesão de alto grau nesta paciente, casos como este, embora incomuns, podem abrir caminho para uma mudança no protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde para seguimento destas pacientes.

PALAVRA CHAVE

Células escamosas atípicas; Colpocitologia oncótica; Cúpula vaginal

Área

GINECOLOGIA - Patologia do Trato Genital Inferior

Autores

Maister Henrique Lobato Morais, Adriane Brod Manta, Marcia Cristina Pereira Maduell, Valdir Rosado Martins Junior, Aline Fritzen Binsfeld, Bruna Schneider Santos, Clarissa Lisbôa Arla Rocha, Esther Fernanda Sasse Eichstädt

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