59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

Alterações Citológicas Cervicais em Mulheres Indígenas Aldeadas no Espírito Santo

OBJETIVO

Determinar a prevalência de alterações citológicas do colo uterino em mulheres indígenas provenientes de aldeias no município de Aracruz, no estado do Espírito Santo, além de descrever o perfil sociodemográfico dessa população.

MÉTODOS

Estudo descritivo de corte transversal conduzidos em mulheres indígenas de 25 a 69 anos, ocorrido de agosto de 2020 a junho de 2021 durante uma consulta ginecológica ambulatorial em um Hospital Universitário na cidade de Vitória, estado do Espírito Santo. As mulheres eram convidadas a responder um questionário com dados sociodemográficos e clínicos, e após a entrevista eram submetidas a uma coleta de espécime cervical para citologia oncótica.As informações eram armazenadas anonimamente em um banco de dados no programa Excel. Foram excluídas as mulheres grávidas.

RESULTADOS

Foram incluídas 199 mulheres indígenas da etnia tupiniquim de 3 aldeias do município de Aracruz, no Espírito Santo. A média de idade foi de 48,8 anos, de escolaridade 8,2 anos de estudo, de coitarca 16,3 anos, 72,86% são casadas ou possuem união estável e apenas 7,03% relatam uso de preservativo masculino na relação sexual. Na avaliação dos resultados dos exames citopatológicos de colo uterino, 94,97% (189) eram negativos para malignidade, 4,52% (09) correspondiam a presença de células escamosas atípicas de significado indeterminado, possivelmente não neoplásicas (ASC-US) e 0,50%(01)tinha células glandulares atípicas de significado indeterminado (AGC).

CONCLUSÕES

Esse estudo chama atenção para o fato de que, mesmo com uma pequena taxa de uso de preservativo masculino durante relações sexuais, a prevalência de alterações citológicas cervicais nas pacientes indígenas é pequena. Fatores que possivelmente contribuem para esse fato são a baixa interação dessas mulheres com parceiros de fora da comunidade, visto que uma grande porcentagem delas possui parceiro fixo procedente da própria aldeia e o fato delas possuírem acesso à serviços de saúde direcionados ao atendimento médico da população indígena no município onde elas residem, uma vez que elas têm acesso ao exame citopatológico do colo uterino na unidade de saúde básica da própria aldeia, muito diferente dos estudos de mulheres indígenas da região norte do país.Contudo, essa população ainda carece de estudos mais aprofundados para o melhor entendimento dos determinantes epidemiológicos e biológicos da prevalência de lesões atípicas do colo do útero, visando a elaboração de políticas públicas direcionadas à saúde da mulher indígena.

PALAVRA CHAVE

mulheres indígenas

Área

GINECOLOGIA - Epidemiologia

Autores

Vanessa Afonso Eleutério, Izabella Cardoso Lara, Thays Moreira Campos , Lorena De Paula Maia , Susana Lamara Pedras Almeida, Izadora Novaes Bohier, Talissa Lima Tavares, Neide Aparecida Tosato Boldrini

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