59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

Lesões Intraepiteliais de Alto Grau recorrentes em mulheres maranhenses: Uma análise comparativa

OBJETIVO

Descrever e comparar a distribuição de Lesão Intraepitelial de Alto Grau (LIAG) e de LIAG não excludente de Microinvasão ou Carcinoma Epidermóide Invasor (LIAG/M/CEI) em mulheres do Maranhão (2014-2020).

MÉTODOS

Trata-se de um estudo transversal, retrospectivo com dados secundários (DATASUS) de exames citopatológicos no estado do Maranhão nos anos 2014-2020. O grau de atipia de células escamosas (ACE) foi a variável independente (categorizada em LIAG e LIAG/M/CEI) que teve as frequências avaliadas quanto ao ano, faixa etária, exame prévio (sim/não), tempo desde o último exame, representatividade da zona de transição (RZT) e tempos relacionados ao exame (chegada ao laboratório, análise laboratorial e tempo total coleta-divulgação do laudo). Os dados passaram por análise descritiva e inferencial pelos testes X² de Pearson e Exato de Fisher no SPSS 25.0 (α=95%).

RESULTADOS

Foram realizados 3729 exames citopatológicos com o diagnóstico de LIAG (90,4%, n=3370) e LIAG/M/CEI (9,6%, n=359). O número de exames aumentou em 176,3% de 2014 (n=321) para 2018 (n=887), com posterior redução de 59,75% de 2018 para 2020 (n=357). As frequências de ACE variaram apenas quanto a faixa etária e RZT (p<0,01). Para as demais variáveis não houve diferença (p>0,05) na distribuição dos casos. Em LIAG destaca-se 87,1% (n=2934) entre 25-64 anos, com exame prévio (76,3%, n=2260) após 2 anos do último, motivo do exame por rastreamento (97,7%, n=3292), com RZT satisfatória de 77,2%(n=2602) e tempos: até 10 dias para entrega ao laboratório (60,2%, n=2029), maior que 30 dias para análise (37,0%, n=1248) e também para o tempo total em 6 a cada 10 mulheres (61,4%, n=2071). Para LIAG/M/CEI ressalta-se 17,3% (n=62) acima de 64 anos e apenas 1,4% (n=5) abaixo de 25 anos; exame prévio (73,4%, n=229), também por rastreamento (97,5%, n=350), após 1-2 anos do último exame (42,5%, n=91), mas 16,4% (n=35) após 3 anos; 36,8% (n=136) com RZT insatisfatória e tempos: até 10 dias (61,8%, n=222) de entrega ao laboratório, maior que 30 dias para análise (34,5%, n=124) e para o tempo total (57,1%, n=205).

CONCLUSÕES

A distribuição dos diagnósticos de LIAG e LIAG/M/CEI no Maranhão em 2014-2020 diferiu na faixa etária e representatividade da zona de transição. No geral, houve maior acometimento de mulheres de 25-64 anos com exame prévio após 1-2 anos do último, por rastreamento, com representatividade da zona de transição, rápida entrega ao laboratório e, análise e divulgação do laudo após 30 dias.

PALAVRA CHAVE

Células Escamosas Atípicas do Colo do Útero, Rastreamento de Células, Lesões Intraepiteliais Escamosas, Teste de Papanicolaou, Epidemiologia.

Área

GINECOLOGIA - Epidemiologia

Autores

BIANCA CALDEIRA LEITE, JÚLIO CÉSAR CAMPOS FERREIRA FILHO, ANDREZZA ALVES FEITOSA, MATHEUS DA SILVA ALVES, FRANCISCO SAMUEL ESTRELA DANTAS, LETÍCIA FIGUEIREDO ROLIM, FRANCISCO ALIRIO DA SILVA

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