59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

Diagnóstico de tumor ovariano na gestação: Relato de Caso

CONTEXTO

O disgerminoma é um tumor ovariano maligno oriundo de células germinativas que acomete mulheres abaixo de 30 anos. Ele corresponde a 2% das neoplasias do ovário e na gestação sua incidência é rara, de 1:100 mil. Seu rápido crescimento explica os sintomas de dor e distensão abdominal, mas em vários casos a suspeita diagnóstica se dá apenas por exame de imagem, visto que muitas pacientes são assintomáticas e a identificação do tumor ocorre de forma acidental durante a ultrassonografia (USG) obstétrica de rotina.

DESCRIÇÃO DO(S) CASO(S) ou da SÉRIE DE CASOS

Primigesta, 22 anos, 20 semanas de gestação, submetida à USG obstétrica, na qual foi descrita massa em região anexial direita a esclarecer, sólida, heterogênea, hipoecoica, com contornos bocelados e moderado fluxo ao Doppler, medindo 11,0 x 8,9 x 7,0 cm, com volume de 356 cm3. Marcadores tumorais LDH, alfa-feto proteína e Ca-125 normais. Realizada ressonância magnética (RM) que descreveu lesão inespecífica expansiva, heterogênea, com impregnação pelo contraste, sugestiva de neoplasia ovariana e diagnóstico diferencial com mioma uterino gigante e tumor fibróide ovariano. Videolaparoscopia realizada na vigésima sexta semana de gestação com identificação de lesão expansiva ocupando toda região anexial direita, sólida, sem invasão peritoneal. Devido ao tamanho da massa houve conversão para laparotomia mediana com exérese de lesão íntegra. Avaliação histopatológica evidenciou disgerminoma de ovário, pesando 1300 gramas.

COMENTÁRIOS

A realização de consultas pré-natais periódicas é peça essencial na investigação de comorbidades maternas, sendo, portanto, um dos momentos em que o tumor ovariano pode ser identificado. Esse é um dos fatores que justifica o aumento da frequência desses diagnósticos durante a gestação. Na USG pode-se identificar massa anexial sólida, lobulada, heterogênea, com bordas definidas, altamente vascularizada e ascite, sendo a RM e a dosagem de marcadores tumorais auxiliares no diagnóstico. O tratamento ideal é ooferectomia, preferencialmente, a partir do 2° trimestre, pelo menor risco de abortamento e repercussões fetais. Preza-se pela ooferectomia unilateral via laparoscópica, porém, em casos de tumor avançado, a salpingooferectomia bilateral é recomendada. Sabe-se que o atraso no diagnóstico e conduta inadequada podem acarretar em prejuízos à saúde materna. O conhecimento a respeito de tumores ovarianos na gestação e a capacitação médica para diagnóstico acurado e tratamento oportuno promovem melhoria nas condições de saúde do binômio mãe-filho.

PALAVRA CHAVE

Disgerminoma; Gestação; Tumor; Ovário, Diagnóstico

Área

GINECOLOGIA - Oncologia Ginecológica

Autores

Aline Debs Diniz, Camila Miotto, Laura de Camargo Saraiva, Letícia Cristina de Oliveira, Diego Esteves dos Santos

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