59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DA SÍFILIS CONGÊNITA NO BRASIL NOS ANOS DE 2015 E 2019

OBJETIVO

O presente estudo objetiva realizar uma análise epidemiológica acerca dos casos de sífilis congênita (SC) diagnosticados nos anos de 2015 e 2019 no Brasil, avaliando as variáveis: número de casos, faixa etária da mãe, raça da mãe, realização do pré-natal, momento do diagnóstico, adequabilidade do esquema de tratamento da mãe e óbitos por sífilis congênita. Devido à elevada morbimortalidade da doença, é de suma importância a análise do perfil dos casos para melhor prevenção e manejo.

MÉTODOS

Estudo descritivo e retrospectivo acerca dos casos de SC diagnosticados no Brasil em 2015 e 2019. Os dados foram coletados por meio do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde do Brasil – DATASUS, pela ferramenta TABNET.

RESULTADOS

Analisando as variáveis, percebe-se que a taxa de incidência de sífilis congênita por 1000 nascidos vivos é maior em 2019 quando comparada a 2015 (6,5 vs. 8,2), entretanto a idade das gestantes foi semelhante em ambos, com maior prevalência entre os 20-29 anos (51,7% em 2015 vs.55,1% em 2019). A distribuição de casos de SC de acordo com o momento do diagnóstico mostra que a detecção se dá de maneira cada vez mais precoce, ocorrendo principalmente no período do pré-natal (51,5% em 2015 vs. 58,6% em 2019). Apesar disso, é baixa a quantidade de gestantes que realizam o esquema de tratamento adequadamente (4,1% em 2015 vs. 6% em 2019). A porcentagem de abortos e natimortos não variou drasticamente entre os períodos analisados, uma vez que esse foi o desfecho para 7,1% dos casos de SC em 2015 vs. 6,2% em 2019. O coeficiente de óbitos em menores de 1 ano por 100.000 nascidos vivos foi de 7,8 em 2015 vs. 5,9 em 2019. A raça foi outra variável com mínimas diferenças entre ambos, sendo mais de 50% das gestantes pardas nos dois períodos analisados.

CONCLUSÕES

A partir dos dados coletados, percebe-se que, apesar do número maior de casos diagnosticados no Brasil, a morbimortalidade fetal vem diminuindo, provavelmente relacionado ao maior acompanhamento pré-natal e diagnóstico precoce. O perfil das gestantes, no que toca a idade e raça, não sofreu alterações significativas entre os períodos analisados.

PALAVRA CHAVE

Sífilis congênita, epidemiologia, Brasil

Área

OBSTETRÍCIA - Epidemiologia

Autores

Adriana Büchner , Silvane Nenê Portela, Gabriela Buchner , Rômulo Nicols Ribeiro

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