59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

Prevalência cervical de Mycoplasma hominis e Ureaplasma spp. em gestantes com histórico de prematuridade

OBJETIVO

A infecção intraamniótica é uma das principais causas da prematuridade e é principalmente causada pela ascensão de componentes bacterianos da microbiota vaginal. Espécies de Mycoplasma hominis, Ureaplasma parvum e U. urealyticum figuram entre as mais frequentemente detectadas no líquido amniótico e associadas ao trabalho de parto prematuro. Portanto, o objetivo deste estudo foi comparar a prevalência cervical de M. hominis, U. parvum e U. urealyticum durante a gestação de mulheres com antecedentes prematuridade e sem esses antecedentes.

MÉTODOS

Trata -se de um estudo longitudinal prospectivo, realizado em serviços de pré-natal da cidade de Campo Largo, Paraná-PR. Foram incluídas 52 gestantes com mais de 18 anos, com ao menos uma gestação prévia e idade gestacional ≤20 semanas. Para cada gestante incluída com histórico de desfecho gestacional desfavorável (DGD) uma gestante sem tais antecedentes foi incluída no grupo controle de desfecho gestacional favorável (DGF). Foram obtidas três amostras (referente aos 3 trimestres de gestação) da ectocérvice de cada participante para posterior testagem molecular para 7 microrganismos-alvo (Chlamydia trachomatis, Trichomonas vaginalis, Neisseria gonorrhoeae, M. genitalium, M. hominis, U. parvum e U. urealyticum) utilizando kit comercial de reação em cadeia da polimerase (PCR) multiplex. A positividade para os microrganismos foi comparada entre os grupos DGD e DGF pelo teste exato de Fisher adotando p<0,05 como significativo.

RESULTADOS

Das 50 participantes, foram excluídas aquelas com perda se seguimento (n=17) e que testaram positivo para C. trachomatis (n=5). Nenhum caso de T. vaginalis, N. gonorrhoeae e M. genitalium, foi detectado. Sendo assim, as 29 gestantes com seguimento completo e sem endocervicites (C. trachomatis/ T. vaginalis/ N. gonorrhoeae/ M. genitalium) foram alocadas nos grupos DGD (n=13) e DGF (n=15). A prevalência total, em qualquer trimestre de gestação, ao menos um dos três microrganismos-alvo não diferiu entre os grupos DGD (n=9; 69,2%) e DGF (n=10; 66,7%), p=1,00. Quando avaliado individualmente, a prevalência de M. hominis não diferiu entre DGD (n=8; 61,5%) e DGF (n=8; 53,3%), p=0,72. Nenhuma diferença foi observada para Ureaplasma spp. entre gestantes DGD (n=5; 38,5%) e DGF (n=8; 53,3%), p=0,48.

CONCLUSÕES

A prevalência cervical de M. hominis e Ureaplasma spp. é alta na população do estudo, porém não está associada a história de DGD em ao menos uma gestação prévia.

PALAVRA CHAVE

gestação,prematuridade, cervicite

Área

OBSTETRÍCIA - Doenças Infecciosas

Autores

Carolina Pereira Andrade, Gabriela Bissoni Moura, KEITE SILVA NOGUEIRA, Marcia Guimarães Silva, Camila Marconi, Newton Sergio Carvalho

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