59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

MIASTENIA GRAVE NA GESTAÇÃO: UM RELATO DE CASO

CONTEXTO

Miastenia grave é uma doença neuromuscular que pode ser subdividida nas formas congênita familiar ou esporádica, congênita neonatal e autoimune adquirida (esta com produção de autoanticorpos antirreceptores de acetilcolina, que comprometem a transmissão neuromuscular através do bloqueio dos receptores de acetilcolina na placa motora pós-sináptica). A prevalência da miastenia grave varia de 0,5 a 14,2 por 100.000 habitantes, acometendo mais mulheres. As principais manifestações são decorrentes do aumento de fraqueza e de fadiga dos músculos voluntários em situações de esforço. Durante a gestação, há piora das manifestações clínicas da doença em um terço das mulheres acometidas, geralmente no primeiro trimestre da gestação, enquanto os sinais e sintomas da doença tendem a melhorar no segundo e terceiro trimestres. A doença está relacionada à maior ocorrência de abortamentos espontâneos.

DESCRIÇÃO DO(S) CASO(S) ou da SÉRIE DE CASOS

L.S.T, 30 anos, primigesta, IG 39s+3d (Ultrassonografia [US] em 08/10/20 com 9s+1d), possui diagnóstico de miastenia grave desde Outubro de 2018 (em uso de Prednisolona 5 miligramas [mg] 1 comprimido [cp] de 12 em 12 horas e de Piridostigmina 60 mg 1 cp 5 vezes ao dia), veio encaminhada da cidade onde reside para Maternidade de Alto Risco no dia 08/05/21 com queixa de contrações e sangramento vaginal, sendo constatado pródromos de trabalho de parto durante a avaliação. Apresentava laudo do Neurologista assistente que contraindicava parto via vaginal, sendo assim indicada resolução da gestação através de parto cesariano.

COMENTÁRIOS

Durante a gestação o curso da Miastenia Grave é imprevisível. A primeira opção no tratamento desta patologia é a Piridostigmina, que é um agente inibidor da acetilcolinesterase. Apesar da contraindicação do Neurologista assistente nesta paciente quanto ao parto via vaginal, não havendo sinais de sofrimento fetal agudo, a via de parto é de indicação obstétrica. Caso se opte pela resolução por via vaginal, a evolução do trabalho de parto tende a ser fisiológica, com relatos de menor duração do período de dilatação associado ao relaxamento muscular generalizado, sendo recomendado uso de fórcipe para abreviar o período expulsivo do trabalho de parto.

PALAVRA CHAVE

Miastenia grave; acetilcolina; via de parto

Área

OBSTETRÍCIA - Gestação de Alto Risco

Autores

Maister Henrique Lobato Morais, Adriane Brod Manta, Mateus Canali, Carla Freitas Marchionatti, Aline Fritzen Binsfeld, Valdir Rosado Martins Junior, Bruna Schneider Santos, Esther Fernanda Sasse Eichstädt

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