59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

EFEITO DA RUPTURA PREMATURA DE MEMBRANAS NO BINÔMIO MATERNO-FETAL NOS PARTOS PREMATUROS

OBJETIVO

O nascimento antes do termo é aquele que acontece antes das 37 semanas completas de gestação, e é uma das principais causas de mortalidade e morbidade neonatal e um dos principais motivos de hospitalização durante o pré-natal. Os bebês prematuros apresentam alto risco de complicações respiratórias, gastrintestinais, neurológicas e imunológicas, estando dentre os fatores de risco associados a ruptura prematura de membranas ovulares (RPM) e infecção materna.
Assim, este estudo avaliou o efeito da RPM no parto pré-termo menor que 33 semanas, bem como, analisou as variáveis clínicas associadas a RPM nesses prematuros.

MÉTODOS

Estudo transversal retrospectivo realizado em um hospital de referência macrorregional de Passo Fundo/RS. Foram analisados prontuários de todas as mulheres com parto pré-termo abaixo de 33 semanas e seus respectivos recém-nascidos atendidos na instituição no ano de 2019, sendo um total de 124 mulheres. As variáveis foram coletadas do prontuário médico. Os pacientes que tinham dados faltantes foram excluídos da análise. A análise estatística foi realizada utilizando-se o IBM SPSS Statistics da versão 26 para Windows. As variáveis categóricas foram expressas com frequências absoluta e relativas, e as numéricas como média ± desvio padrão. Utilizou-se o teste Qui-quadrado de Pearson. As associações entre as variáveis numéricas e categóricas foram testadas utilizando-se análise de variância com um critério de classificação. Considerou-se como estatisticamente significativo valor de probabilidade < 0,05.

RESULTADOS

Das 124 gestantes elegíveis, resultaram 141 recém nascidos (devido aos gemelares). A prevalência de ruptura prematura de membranas no estudo foi de 43 (34,7%). Destas, a média em horas do período de latência entre a ruptura das membranas e o nascimento foi de 48 horas. Dos recém-nascidos de mães com RPM, 25% apresentaram sepse neonatal precoce e 37,5% tardia, mas nenhum óbito <7 dias de vida.

CONCLUSÕES

A prematuridade é um fator de risco estabelecido para problemas e deficiências de desenvolvimento na criança. Assim como presença de RPM associada aumenta a morbidade neonatal, devido principalmente a idade gestacional precoce no parto. Assim, fica evidenciada a importância de avaliar fatores de risco para parto pré-termo, como a RPM.

PALAVRA CHAVE

parto pré-termo, ruptura de membranas ovulares, sepse neonatal

Área

OBSTETRÍCIA - Obstetrícia Geral

Autores

Betânia de Oliveira Telles, Natália Blendler Chinazzo, Aline Balla, Ana Paula Romanzini, Wania Ebert Cechin, Giovana Paula Bonfantti Donato, Alexandre Pereira Tognon

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