59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

ADENOCARCINOMA PRIMÁRIO DE VAGINA EM PACIENTE COM HISTERECTOMIA TOTAL PRÉVIA POR DOENÇA BENIGNA: RELATO DE CASO

CONTEXTO

Neoplasias malignas primárias de vagina são raras, correspondendo a aproximadamente 1-2% das malignidades ginecológicas. O subtipo histológico mais comum é o do tipo escamoso, seguido pelo adenocarcinoma de vagina. O adenocarcinoma é responsável pela grande maioria das neoplasias vaginais primárias em pacientes jovens e pode surgir em áreas de adenose vaginal, endometriose, remanescentes do ducto de Wolff ou glândulas periuretrais. Em pacientes com histórico de histerectomia total o diagnostico pode ser retardado devido a diminuição da procura para realização dos exames clínicos e citológicos destas pacientes. O prognostico destas pacientes é reservado e a sobrevida aumenta com o diagnóstico e tratamento precoce. Optamos por relatar o caso raro de uma paciente histerectomizada por doença uterina benigna e que apresentou 9 anos depois um adenocarcinoma primário de vagina.

DESCRIÇÃO DO(S) CASO(S) ou da SÉRIE DE CASOS

Uma paciente de 50 anos, feminino, natural do Rio de Janeiro, núlipara, tabagista, com antecedentes ginecológicos de histerectomia total abdominal e salpingooforectomia unilateral a esquerda em 2012 por miomatose uterina, procurou ambulatório do serviço de ginecologia em janeiro de 2021 com relato de sangramento transvaginal iniciado há 3 meses da consulta. Ao exame especular apresentava lesão ulcerada e sangrativa com bordos endurecidos em cúpula vaginal. A citologia de vagina “Células glandulares - células atípicas de significado indeterminado. Não se pode afastar lesão de alto grau e a biópsia do tecido revelou “Adenocarcinoma moderadamente diferenciado invasivo.” Na anamnese não há associação com historia materna de exposição intrauterina ao Dietilestibestrol (DES). O Estadiamento clínico a colocou no estádio II, quando foi encaminhada para tratamento oncológico.

COMENTÁRIOS

O diagnóstico de um câncer primário de vagina é raro porque a maioria dessas lesões será de origem metastática de outro local. A maioria dos canceres primários de vagina são mais comuns em pacientes pós menopausa mas a associação destes com pacientes jovens tem crescido significativamente.

PALAVRA CHAVE

Adenocarcinoma. Neoplasias Vaginais. Histerectomia Vaginal. Vagina.

Área

GINECOLOGIA - Oncologia Ginecológica

Autores

BRENDA RIOS RIBEIRO, MILA BAÍA MOREIRA , LETÍCIA BARBOSA DE MOURA , RAFAELLA BOLOGNESI DUPAS, TEREZA MARIA PEREIRA FONTES, ROBERTO LUIZ CARVALHOSA DOS SANTOS, KATIA ALVIM MENDONÇA, MARIA LUIZA ROZO BAHIA

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