59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

ABDOME AGUDO NÃO OBSTÉTRICO NA GESTAÇÃO: UM RELATO DE CASO

CONTEXTO

A gestação é conhecida por aumentar de 5-12% os casos de colelitíase se comparado a mulheres não grávidas, esse fato se deve ao aumento da Progesterona, relacionada a redução do esvaziamento da vesícula biliar, e também do Colesterol, principal componente formador de cálculos. Ademais, a colelitíase também é conhecida como a causa mais frequente de abdome agudo não obstétrico e a segunda causa de cirurgias na gestação. As dificuldades ultrassonográficas e as alterações anatômicas fisiológicas durante a gestação postergam o diagnóstico e aumentam a chance de complicações materno-fetais, como pancreatite e peritonite.

DESCRIÇÃO DO(S) CASO(S) ou da SÉRIE DE CASOS

Paciente 32 anos, primigesta, de 23 semanas de gestação, é admitida em emergência com quadro de vômitos, febre e cólica biliar. Ao ultrassom de abdome total evidencia-se vesícula biliar com paredes espessadas e bem delimitadas, repleta de cálculos no seu interior, sugestivo de Colecistite Aguda Litiásica. Foi então solicitado ultrassom obstétrico para avaliação do bem estar fetal e realizada colecistectomia por videolaparoscopia, a qual ocorreu sem intercorrências. Foi realizada a interrupção da gestação por via alta com 39 semanas de gestação. Paciente e recém-nascido apresentaram boa evolução.

COMENTÁRIOS

Uma análise minuciosa sobre os casos de colecistite na gestação deve ser realizada devido a grande semelhança com seus diagnósticos diferenciais nas gestantes, como como síndrome HELLP, esteatose hepática da gestação, doença do refluxo gastroesofágico e úlcera péptica. Além disso, por se tratar de um evento pouco discorrido, muitos especialistas têm experiência reduzida na identificação da colelitíase em gestantes, o que pode resultar em dúvida diagnóstica e atraso terapêutico, aumentando assim as chances de complicações materno fetais. A abordagem cirúrgica por videolaparoscopia da colelitíase aparenta-se segura em qualquer semestre de gestação e não apresenta riscos para o feto.

PALAVRA CHAVE

Abdome Agudo

Área

OBSTETRÍCIA - Multidisciplinar

Autores

Ana Laura Lodi, Deborah Glimm , Elisa Presotto Costacurta , Laura Paggiarin Skonieski, Silvane Nenê Portela

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