59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

DESFECHOS MATERNOS E NEONATAIS DE PACIENTES GRÁVIDAS SOROPOSITIVAS ATENDIDAS EM UMA MATERNIDADE DO NORTE DO PAÍS.

OBJETIVO

Observar os resultados maternos e neonatais de pacientes grávidas com infecção por HIV e seus desfechos.

MÉTODOS

Estudo descritivo de corte transversal com abordagem quantitativa, a partir de dados obtidos do banco de dados de uma Maternidade terciária de referência, de uma capital do norte do Brasil, os dados foram submetidos a um processo de anonimação, por meio de identificação numérica, para não permitir a identificação das pacientes envolvidas. Os dados coletados são referentes a pacientes soropositivas, atendidas na instituição no período de junho de 2020 a junho de 2021, que deram entrada no momento do parto. Dos prontuários selecionados, foram aplicados os seguintes critérios de inclusão para participação da pesquisa: atendimento e realização de parto na instituição, ter o diagnóstico confirmado de infecção pelo vírus HIV, e critérios de exclusão: o prontuário com dados incompleto, exame não confirmado da doença e pacientes transferidas de outras maternidades após o parto. Os resultados obtidos foram organizados em planilhas do Microsoft Excel® 2007 e elaborado tabelas e gráficos para a visualização.

RESULTADOS

Quanto aos desfechos encontrados no Neonato 95,9% foram submetidos a tratamento específico para a doença durante a internação, 87,8% ficaram internados no alojamento conjunto com suas mães, e 12,2% internados em leito de UTI neonatal. Quanto ao peso relacionado a idade gestacional 77% tinham peso adequados á idade gestacional, 21% pequeno para idade gestacional e 2% acima do peso adequado á idade gestacional. Com relação ao tratamento realizado 69% usaram AZT + Nevirapina, 20% só AZT e 11% Nevirapina + AZT + Fonoterapia. Quanto ao tempo de internação 79% permaneceram entre 4 e 10 dias, 13% acima de 10 dias, 6% até 3 dias e 2% até 2 dias. Quanto a idade gestacional materna no momento do parto 59% tinham entre 18 e 29 anos, 31% entre 30 e 40 anos, 8% acima de 40 anos e 2% abaixo de 18 anos. Com relação as comorbidades maternas 75% das pacientes não tinham, 12,5% tinha Sífilis, 10,4% apresentou Síndrome hipertensiva específica da gravidez (SHEG) e 2,1% DMG.

CONCLUSÕES

A infecção do vírus HIV em pacientes grávidas ainda se mantém como um grave problema de saúde pública para os gestores e profissionais da saúde envolvidos. A população estudada foi de mulheres jovens, que apresentaram baixa taxa de comorbidades, porém a infecção elevou o tempo de internação hospitalar e esta associada ao aumento de fetos com baixo peso, aumentando o risco de morbidade e mortalidade neonatal.

PALAVRA CHAVE

Infecção na gravidez, Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), gravidez.

Área

OBSTETRÍCIA - Doenças Infecciosas

Autores

Patrícia Leite Brito, Sol Yasmin do Amaral Vital, Mateus Cardoso de Andrade, Camila Rodrigues Paniano, Milena Da Silva Galúcio

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