59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

CARCINOSSARCOMA DE COLO UTERINO EM PACIENTE DE 71 ANOS DE IDADE: UM RELATO DE CASO

CONTEXTO

O câncer de colo uterino consiste na neoplasia ginecológica mais comum em países subdesenvolvidos. Apesar de haver um sistema de prevenção primária e secundária, é causa comum de mortalidade em mulheres nesses sítios. Nesse contexto, não se compreende a abordagem cirúrgica em lesões que acometam paramétrios, ainda que unilateralmente, uma vez que há maior risco cirúrgico e menor chance de ressecção completa R0. Nesses casos, opta-se pelo tratamento com radioterapia e quimioterapia. No entanto, esse protocolo se baseia nos casos mais comuns, que são, em sua maioria, adenocarcinoma e carcinoma epidermoide. O carcinossarcoma de colo uterino, por sua vez, responde melhor à ressecção cirúrgica.

DESCRIÇÃO DO(S) CASO(S) ou da SÉRIE DE CASOS

Paciente feminina, 71 anos, hipertensa e diabética, encaminhada ao ambulatório de especialidade por sangramento pós-menopausa há 8 meses, episódico, acompanhado de perda ponderal de 10 kg nesse período. Ao exame físico neste dia, evidenciou-se lesão de colo uterino, de cerca de 5 cm ocupando a totalidade do colo e terço superior de vagina. Estadiada como IIA2, foi biopsiada, encaminhada para radioterapia e foi solicitada ressonância para avaliação complementar. A biópsia revelou carcinossarcoma de colo uterino, e a ressonância evidenciou comprometimento parametrial esquerdo, sendo, dessa forma, re-estadiada como IIB. Optou-se por cistoscopia e retoscopia e, após excluídas invasões, foi realizada histerectomia radical ampliada com ressecção de paramétrio esquerdo até parede pélvica. À análise anátomo-patológica, diagnosticou-se também lesão metastática em dois dos três linfonodos pélvicos ressecados. Indicada radioterapia adjuvante, com acompanhamento oncológico.

COMENTÁRIOS

No caso supracitado, optou-se pela abordagem cirúrgica, ainda que menos comumente realizada em lesões estadiadas clinicamente como IIB (com invasão parametrial), devido à melhor resposta do carcinossarcoma de colo uterino à ressecção, com radioterapia no papel da adjuvância. Nota-se que é importante individualizar o perfil tumoral da lesão, e não somente o estadiamento protocolar no processo de tomada de decisão do planejamento terapêutico oncológico.

PALAVRA CHAVE

carcinossarcoma; neoplasia de colo uterino

Área

GINECOLOGIA - Oncologia Ginecológica

Autores

João Antônio Vila Nova Asmar, Vânia Marisia Santos Fortes dos Reis, Jefferson Henrique Zwir Poli, Renata Ávila, Rosilene Jara Reis

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