59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

Endometriose profunda: comportamento dos sintomas álgicos após tratamento cirúrgico ou hormonal.

OBJETIVO

Avaliar resultados do tratamento cirúrgico comparativamente ao tratamento hormonal isolado dos principais sintomas álgicos de mulheres com endometriose profunda (EP) com acometimento intestinal.

MÉTODOS

Coorte retrospectivo, com inclusão de mulheres com EP intestinal, em acompanhamento há 6 ou mais meses, após tratamento cirúrgico seguido ou não por tratamento hormonal (grupo estudo), ou tratamento hormonal isolado (controle). Dispareunia profunda (DP), dor pélvica crônica (DPC), dismenorreia, disquezia e disúria foram avaliados por Escala Visual Analógica (EVA, 0-10) antes do tratamento e após 6 ou mais meses. DP também foi avaliada por escala específica (Escala de Mira, 0-3). Análise estatística utilizou teste qui-quadrado ou exato de Fisher (variáveis categóricas); Mann-Whitney (variáveis numéricas); Wilcoxon (comparação pré e pós tratamento); ANOVA (comparação entre grupos e tempos) .

RESULTADOS

O tempo de acompanhamento até a inclusão no estudo foi, respectivamente, para o grupo cirúrgico e hormonal de 3.3±1.6 e 3.0±1.41anos (p=0.68). Antes do tratamento, DPC, dismenorreia e DP foram os sintomas mais intensos em ambos os grupos (EVA>8). A comparação pré e pós intervenção evidenciou melhora para DPC, dismenorreia, DP, disquezia e disúria (p<0.001) nos dois tratamentos. O tratamento cirúrgico foi mais efetivo e mais duradouro na melhora da DPC (p<0.001), disquezia (p=0.003) e DP (p<0.001) que o tratamento hormonal. A escala específica de DP mostrou maior melhora no grupo submetido à cirurgia (escores de DP ausente ou leve em 69% das mulheres operadas, enquanto o grupo com tratamento hormonal mantinha DP intensa em 67%, p<0.001). No grupo cirurgia, 37 mulheres receberam tratamento hormonal pós operatório. Houve melhora de DPC, DP, dismenorreia, disquezia de forma semelhante entre as mulheres operadas que usaram ou não tratamento hormonal pós operatório (p=ns). Pontos fortes: inclusão apenas de EP com acometimento intestinal e seguimento longo.

CONCLUSÕES

Sintomas álgicas relacionados a EP melhoraram com ambos os tratamentos (cirúrgico e hormonal isolado), porém para DPC, disquezia e DP, a melhora foi mais intensa e duradoura em mulheres submetidas à cirurgia com ou sem tratamento hormonal pós operatório. A acentuada redução da DP no grupo cirurgia sugere que, na presença deste sintoma, a abordagem cirúrgica pode ser priorizada.

PALAVRA CHAVE

Endometriose profunda, endometriose intestinal, tratamento cirúrgico, tratamento hormonal, dispareunia.

Área

GINECOLOGIA - Endometriose

Autores

Gabriela Pravatta Rezende, Marina Capovilla Venturini, Lucas Nobushy Kawagoe, Daniela Angerame Yela, Cristina Laguna Benetti-Pinto

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