59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

Comportamento das lesões de endometriose profunda com diferentes tratamentos e relação com sintomas

OBJETIVO

Avaliar o comportamento das lesões de endometriose profunda (EP) e sua relação com sintomas em mulheres usando diferentes tratamentos hormonais.

MÉTODOS

Estudo de coorte retrospectivo com coleta de dados sociodemográficos, exame de imagem e sintomas de mulheres com EP usando tratamentos clínicos: contraceptivo oral combinado (COC), desogestrel, dienogeste, acetato de medroxiprogesterona depósito (AMP-d) e SIU-LNG. Os dados (sintomas e lesões) foram colhidos antes do início do tratamento e 12 ou mais meses após. Avaliou-se dismenorreia, dor pélvica crônica (DPC), dispareunia de penetração e de profundidade, disquezia e disúria. As lesões de endometriose foram avaliadas através de ultrassonografia realizada por especialista na área. Utilizou-se amostra de conveniência com inclusão de mulheres atendidas nos últimos 5 anos em um mesmo serviço. Dados apresentados como média±desvio padrão ou frequência. Para comparação das variáveis numéricas antes e após tratamento utilizou-se Teste exato de Fisher e Kruskal-Wallis.

RESULTADOS

Foram incluídas 108 mulheres com idade de 40,6±6,6 anos, com início dos sintomas aos 35,7±6,9 anos. Os tratamentos foram dienogeste (53% da amostra), desogestrel (27%), COC (11%), AMP-d (5%) e SIU-LNG (4%). Prévio ao tratamento, a frequência dos sintomas dismenorreia, DPC, dispareunia de profundidade, dispareunia de penetração, disquezia e disúria foram referidos respectivamente por 43; 42; 41, 22, 27 e 4% das mulheres. Os locais de acometimento por EP foram fundo de saco posterior (76%), adenomiose (51%), fundo de saco anterior (46%), reto (26%), sigmoide (57%) e bexiga (11%), em um total de 272 lesões. Com o tratamento clínico, 53% das lesões reduziram em média 45% do seu tamanho inicial (redução de -3218.5 ± 7087.3mm³), 9% das lesões mantiveram o mesmo volume, porém 38% das lesões (104) aumentaram de volume em média 155% do seu tamanho inicial (+2546.06±4643.82 mm³). A lesão em fundo de saco posterior, a mais prevalente na amostra, reduziu significativamente após o tratamento com dienogeste e AMP-d. Apesar do comportamento das lesões, os tratamentos COC, SIU-LNG ou progestagênios (dienogeste, desogestrel ou AMP-d) foram igualmente efetivos na redução dos sintomas (p=ns).

CONCLUSÕES

Os tratamentos clínicos avaliados foram igualmente efetivos na redução das queixas álgicas, sem necessariamente induzirem redução no tamanho das lesões.

PALAVRA CHAVE

Endometriose, tratamento hormonal, dismenorreia, dor pélvica crônica, dispareunia.

Área

GINECOLOGIA - Endometriose

Autores

Leticia Mansano de Souza, Segio Polo, Gabriela Pravatta Rezende, Daniela Angerame Yela, Cristina Laguna Benetti-Pinto

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