59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

Alteração de microbiota vaginal e infecções cervicais em gestantes soropositivas para o HIV

OBJETIVO

Alterações na microbiota vaginal, como a vaginose bacteriana (VB), e infecções cervicais durante a gestação são fatores associados a importantes complicações obstétricas e neonatais. Mulheres portadoras do vírus da imunodeficiência humana (HIV) apresentam risco aumentado para tais condições. Desta forma, o objetivo desse estudo foi comparar a prevalência de VB e das infecções cervicais por Chlamydia trachomatis, Mycoplasma genitalium, Mycoplasma hominis, Neisseria gonorrhoeae, Trichomonas vaginalis, Ureaplasma parvum e Ureaplasma urealyticum, entre gestantes soropositivas e soronegativas para o HIV.

MÉTODOS

Trata-se de um estudo transversal que incluiu 29 gestantes HIV-positivas e 48 HIV-negativas atendidas em serviços de pré-natal localizados em Curitiba/PR e no município de Campo Largo/PR. Todas as participantes responderam um questionário para obtenção de dados sociodemográficos e comportamentais, e foram submetidas ao exame ginecológico para aferição do pH vaginal e obtenção de amostras cérvico-vaginais. Esfregaços vaginais foram confeccionados para a detecção de VB segundo critérios de Nugent. Amostras cervicais foram submetidas à pesquisa dos micro-organismos-alvo por PCR em tempo real em módulo multiplex. As análises estatísticas foram realizadas utilizando o teste de Mann-Whitney ou Teste T para variáveis contínuas e o teste exato de Fisher ou qui-quadrado para variáveis categóricas, com P<0,05 considerado significativo.

RESULTADOS

Gestantes HIV-positivas apresentaram pH vaginal superior (mediana: 4,7; intervalo: 4,0-7,0) às HIV-negativas (mediana: 4,0; intervalo: 4,0-5,0) (P<0,0001). A prevalência de VB foi maior em HIV-positivas (31%, n=9) quando comparadas as HIV-negativas (19%, n=9), embora não tenham diferido estatisticamente (P=0,17). A prevalência de infecções cervicais entre as HIV-positivas (55%, n=16) foi estatisticamente superior à encontrada nas HIV-negativas (19%, n=9), (P<0,01). A infecção cervical mais frequente foi pelo U. parvum, presente em 17 (22%) das 77 amostras.

CONCLUSÕES

Há maior proporção de microbiota disfuncional determinada pelo pH vaginal e maior prevalência de infecções cervicais em gestantes HIV-positivas, corroborando com uma maior vulnerabilidade dessa população a um desfecho gestacional desfavorável.

PALAVRA CHAVE

Risco para Prematuridade. Vírus da imunodeficiência humana. Cervicite. Microbiota vaginal.

Área

OBSTETRÍCIA - Doenças Infecciosas

Autores

NATALIA SALES SIDRINS, CAROLINE PEREIRA DE ANDRADE, GABRIELA BISSONI MOURA, EDSON GOMES TRISTÃO, NEWTON SÉRGIO DE CARVALHO, CAMILA MARCONI, MARCIA GUIMARÃES da SILVA, KEITE NOGUEIRA

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