59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

ANGIOMIXOMA AGRESSIVO DA PELVE EM GESTANTE: RELATO DE CASO

CONTEXTO

O angiomixoma é um tumor mesenquimal raro que predominantemente afeta o períneo e a pelve das mulheres em idade reprodutiva. Foi descrito pela primeira vez por Steeper e Rosai em 1983. A massa pode ser descoberta na rotina ginecológica e pode ser confundida com cisto de Bartholin, lipoma, abscesso vulvar, cisto do ducto de Gardner, cisto vaginal, prolapso vaginal ou hérnia do músculo elevador.

DESCRIÇÃO DO(S) CASO(S) ou da SÉRIE DE CASOS

Paciente feminina, 29 anos, gestante de 39 semanas. Durante o trabalho de parto identificou-se massa em topografia de glândula de bartholin à esquerda, volumosa, medindo 6 cm x 6 cm. Paciente evoluiu para parto normal, sem intercorrências. Após, foi realizada tentativa de marsupialização da glândula de Bartholin por suposto cisto, porém com extrusão de material lobulado e incolor em topografia descrita. Realizada, então, excisão cirúrgica da peça sob raquianestesia. A histopatologia resultou em neoplasia de células fusiformes, com matriz mixedematosa, de celularidade baixa a moderada e baixo índice mitótico e ausência de representatividade epitelial. A imunohistoquímica identificou o material como angiomixoma agressivo. A paciente foi encaminhada para a Oncologia Ginecológica.

COMENTÁRIOS

Nos raros casos relatados, as taxas de diagnóstico incorreto chegaram a 82%. A tomografia computadorizada, ressonância magnética e ultrassonografia têm sido usadas para avaliação pré-operatória. Sendo a ressonância magnética o método de escolha devido ao padrão de turbilhonamento característico observado e não exposição à radiação. Histologicamente, o tumor demonstra células em forma de estrela a fusiforme distribuídas pelo estroma mixóide e agregadas aos vasos sanguíneos. Devido à natureza agressiva e infiltrativa e tendência para recorrência - até 72% dos casos recorrem localmente - o manejo cirúrgico é o padrão ouro para o tratamento.
Na excisão, o tumor é notado como não encapsulado ou parcialmente encapsulado, lobular, com bordas mal circunscritas. Devido à escassez de casos, não há um protocolo estabelecido para gerenciamento além da excisão ampla. Foi demonstrado que o angiomixoma possui receptores de estrogênio e progesterona, sugerindo que o crescimento é hormonalmente dependente, o que pode justificar o crescimento rápido ou recorrência durante a gravidez. O uso de terapias de modulação hormonal tem mostrado sucesso como adjuvante e neoadjuvante, reduzindo tumores no pré-operatório para minimizar a morbidade cirúrgica e pós-operatória para tratar doenças recorrentes.

PALAVRA CHAVE

Angiomixoma

Área

GINECOLOGIA - Oncologia Ginecológica

Autores

Vanessa Zepka Baumgarten, Thaynara Maestri, Patrícia Tramontini, Jessica Buss

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