59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

MORTALIDADE MATERNA NO ESTADO DE SÃO PAULO ENTRE 2014 E 2018

OBJETIVO

Investigar a evolução da mortalidade materna no estado de São Paulo entre 2014 e 2018 e compará-la com a do Brasil no mesmo período.

MÉTODOS

Trata-se de um estudo epidemiológico quantitativo de corte transversal, efetuado no estado de São Paulo, sobre o número de óbitos maternos em gestantes e puérperas até 42 dias com idade entre 10 e 49 anos. A amostra analisada foi obtida por meio do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS).

RESULTADOS

No período investigado, foram registradas 1.321 mortes maternas no estado de São Paulo. A taxa de mortalidade materna apresentou um acréscimo de 6,83%, quando comparada às taxas obtidas em 2014 (38,82) e 2018 (41,47). O número de óbitos em São Paulo no ano de 2018 (252 mortes) foi 5,00% superior que o documentado em 2014 (240 mortes). Esse crescimento no número de mortes em São Paulo se contrasta com o registrado no Brasil que, no mesmo período, apresentou uma redução de 7,71% no número de mortes maternas entre 2018 (1.437 mortes) e 2014 (1.557 mortes). Ao se avaliar o número de óbitos em relação à cor/raça, verificou-se que havia uma predominância em mulheres brancas (59,40%). A escolaridade mais frequente foi entre 8 a 11 anos, correspondendo a 44,81% do total de óbitos maternos. Quando investigado o estado civil e local de ocorrência, constatou-se que as solteiras, representaram 48,90% do total de óbitos e que o ambiente intra hospitalar foi responsável por 93,11% do total de mortes. Na distribuição por faixas etárias, observou-se maior prevalência de mortes entre os 30 e 39 anos: 603 (45,65%); seguidos dos 20 a 29 anos: 470 (35,58%); 10 a 19 anos: 138 (10,45%) e 40 a 49 anos: 110 (8,32%). As causas obstétricas diretas, corresponderam 61,46% do total de óbitos maternos e sendo as doenças hipertensivas encarregadas de 17,41% de todas as mortes maternas. 68,74% dos óbitos maternos registrados corresponderam a mortes durante o puerpério, até 42 dias. Notou-se uma diferença de 15,00% na taxa de mortalidade materna a cada 100 mil nascidos vivos, quando comparada à taxa registrada em São Paulo em 2018 (41,47) com a documentada nacionalmente (48,79) no mesmo período.

CONCLUSÕES

Conclui-se que o número de mortes maternas e a taxa de mortalidade materna aumentaram no estado de São Paulo ao longo dos anos pesquisados, o que se contrapõem ao registrado no Brasil que apresentou redução no mesmo período. Entretanto, a taxa de mortalidade materna é menor no estado de São Paulo, quando comparada a do Brasil.

PALAVRA CHAVE

Mortalidade materna; Óbitos maternos; São Paulo

Área

OBSTETRÍCIA - Atenção Primária

Autores

Filipe Alves Ramos , Parizza Ramos De Leu Sampaio

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