59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

Perfil epidemiológico das gestantes de alto risco internadas na Maternidade de um Hospital público universitário

OBJETIVO

Objetivos: descrever o perfil das gestantes de alto risco internadas na Maternidade de um hospital público universitário.

Introdução/Relevância: A Maternidade é referência em parto de alto risco e a maioria dos recém-nascidos (RN) da instituição demanda cuidados intensivos. A relevância do estudo da gestação de alto risco deve-se ao fato de que a gravidez de risco está intimamente relacionada com maiores morbimortalidades materna e perinatal. Uma vez identificadas as condições de risco, elas podem ser tratadas, ou minimizadas, diminuindo seu impacto na gravidez.

MÉTODOS

Foi feita uma análise retrospectiva de coorte em base de dados secundários, em maternidade de hospital universitário. Foram consideradas as internações de 2013 a 2019 na Maternidade de um hospital público universitário. Avaliou-se o número de partos, a idade gestacional, a idade materna, a procedência da paciente, o local de realização do pré-natal, a ocorrência da hipertensão arterial sistêmica (HAS) e das anomalias fetais. Para a análise dos dados, empregou-se estatística descritiva com análise de frequência para verificar as características gerais da amostra e dos diferentes riscos. Foi utilizado o programa de estatística Minitab versão 20.0.

RESULTADOS

No período avaliado, foram internadas 19600 gestantes na Maternidade , sendo a média anual de 2800 internações. Desse total de internações, 14372 foram para partos, o que corresponde a 2053 partos por ano, sendo 52,8% classificados como partos de alto risco. Quanto à procedência, 67,9% das pacientes eram residentes em Belo Horizonte e 34,4% oriundas do serviço de pré-natal próprio. 15,6 % das pacientes tinham HAS e 10,6% apresentavam alguma anomalia fetal. Dentre essas gestantes, 80,3% tinham entre 16 e 34 anos e a média de idade, foi de 28,7 anos. A idade gestacional (IG) em que o parto aconteceu, em 81,9% dos casos, foi ≥ 37 semanas e 44,2% das pacientes eram primigestas.

CONCLUSÕES

Foi observado que, a maioria das gestantes internadas na Maternidade, tinha entre 16 e 34 anos e o parto ocorreu numa IG ≥ 37 semanas, sendo que a HAS foi a complicação mais prevalente. Chama atenção a elevada frequência de anomalias fetais, mas isso se justifica pelas características do serviço. Conclui-se que estas gestantes de alto risco aparentemente não apresentam perfil diferente da realidade de outros municípios do Brasil, principalmente quando a hipertensão foi constatada como o fator de risco mais prevalente.

PALAVRA CHAVE

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO, GESTANTES DE ALTO RISCO

Área

OBSTETRÍCIA - Obstetrícia Geral

Autores

EURA MARTINS LAGE, ZILMA SILVEIRA NOGUEIRA REIS, JULIANO DE SOUZA GASPAR, PATRICIA GONÇALVES TEIXEIRA, CAIO RIBEIRO VIEIRA LEAL, FERNANDO MACEDO BASTOS

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