59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

Página Inicial » Inscrições Científicas » Trabalhos

Dados do Trabalho


TÍTULO

LINFEDEMA E METÁSTASES ÓSSEAS DE CÂNCER DE MAMA DUCTAL INVASIVO TRIPLO NEGATIVO - RELATO DE CASO

CONTEXTO

O câncer de mama é a neoplasia maligna que mais acomete as mulheres na maioria dos países. O padrão molecular do tumor é importante na determinação do prognóstico, sendo a ausência de expressão de receptor de estrógeno (RE), de progesterona (RP) e do fator de crescimento epidérmico humano 2 (HER2) denominado de carcinoma mamário triplo negativo (TN). Esse tipo de tumor corresponde a 10-15% de todos os cânceres da mama e possui comportamento mais agressivo, com tendência a recidiva precoce e metástases viscerais. As metástases ósseas (MO) são comuns nos carcinomas mamários de forma geral, entretanto, nos tumores TN, são relativamente raras e sugere-se que estejam associadas a pior prognóstico e menor sobrevida.

DESCRIÇÃO DO(S) CASO(S) ou da SÉRIE DE CASOS

Paciente do sexo feminino, 75 anos, diagnosticada com carcinoma ductal invasivo em mama esquerda (ME) após biópsia realizada em janeiro de 2018. Em março de 2018, foi submetida à mastectomia radical modificada esquerda, cujo relatório anatomopatológico evidenciou carcinoma mamário invasivo de tipo não especial, com áreas de padrão apócrino de 5,1x3,3x2,0 cm com presença de metástase em 5 dos 20 linfonodos examinados. O estadiamento patológico foi de pT3pN2, estádio IIIA. O estudo imuno-histoquímico da ME e do conteúdo axilar revelou tratar-se de tumor com RE, RP e HER-2 negativos, com índice de imunoproliferação celular Ki-67 de 30%. Foi feita quimioterapia adjuvante com AC-T (doxorrubicina+ciclofosfamida+paclitaxel) até setembro de 2018 e radioterapia (RDT) em plastrão, fossa supraclavicular (FSC) e axila, realizada no período de dezembro de 2018 a janeiro de 2019. A paciente evolui com linfedema importante, secundário ao esvaziamento axilar e à RDT da axila, em membro superior esquerdo. Em novembro de 2020, evoluiu com recidiva óssea, sendo indicado uso de capecitabina desde então. Na cintilografia óssea de corpo inteiro de fevereiro de 2021, foram identificadas lesões ósseas secundárias em escápula esquerda e vértebra T11. Em julho de 2021, o exame foi repetido e as lesões apresentavam-se estáveis em relação ao exame anterior. Aprovação no Comitê de Ética em Pesquisa, nº 3.907.469

COMENTÁRIOS

A realização de esvaziamento axilar e de RDT em plastrão, FSC e axila na paciente determina um considerável aumento do risco de desenvolvimento de linfedema secundário, aproximadamente 30%. Embora seja acompanhada por fisioterapeuta em hospital de origem para tratamento do linfedema, sua extensão é considerável, possuindo também provável relação com os fatores mencionados.

PALAVRA CHAVE

câncer de mama; triplo negativo; metástase óssea; linfedema secundário

Área

GINECOLOGIA - Mastologia

Autores

Luciano Sampaio Guimarães, José Reginaldo Alves de Queiroz Júnior, Gustavo Henrique dos Santos Calado, Henrique Guimarães Barbosa Coelho, Matilda Antas Campello de Souza, Carolina de Souza Vasconcelos, Márcia Silva de Oliveira, Agostinho de Sousa Machado Junior

Adicione na sua agenda: AppleGoogleOffice 365OutlookOutlook.comYahoo