59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

ANÁLISE DO NÚMERO DE CASOS DE SÍFILIS EM GESTANTES, EM SOBRAL, ENTRE OS ANOS DE 2010 E 2020

OBJETIVO

Analisar quantitativamente os casos de sífilis em gestantes entre os anos de 2010 e 2020, na cidade de Sobral, além de avaliar a classificação clínica com o maior número de diagnósticos, buscando melhor entender o contexto epidemiológico em questão.

MÉTODOS

Trata-se de um estudo ecológico descritivo, com informações obtidas do Sistema de Informações de Saúde (TABNET), na aba “Epidemiológicas e Morbidade”, selecionando “Doenças e Agravos de Notificação - 2007 em diante (SINAN)” e, posteriormente, selecionando “Sífilis em Gestante”. Na seção Abrangência de Dados foi selecionado o estado do Ceará e na Subcategoria foi selecionada a cidade de Sobral. Para esse estudo, foi considerado o intervalo de tempo entre janeiro de 2010 e junho de 2020.

RESULTADOS

Os dados analisados indicam que 656 gestantes foram diagnosticadas com sífilis em Sobral, entre os anos de 2010 e 2020. No período analisado, observou-se uma média anual de 59,63 casos. O ano de 2013 foi o que teve um número mais expressivo, com 78 casos (11,89%), seguido do ano de 2011, com 74 casos (11,28%) e do ano de 2019, com 71 casos (10,82%). No extremo inferior do número de casos, aparece o ano de 2020, com 23 casos (3,5%), seguido do ano de 2010, com 50 casos (7,62%) e do ano de 2014, com 55 casos (8,38%). A faixa etária com o maior número de casos é a de 20 a 29 anos, totalizando 364 casos (55,48%). Com relação à classificação clínica, a sífilis terciária aparece em primeiro lugar quantitativamente, com 415 dos casos (63,26%).

CONCLUSÕES

Diante da análise, foi possível observar uma certa estabilidade anual no número de casos. Contudo, o ano de 2020 contrasta significativamente com a média geral, uma vez que os dados disponibilizados foram os de até junho de 2020. Assim, não seria possível, ainda, afirmar se tratar de uma possível correlação com as subnotificações ocorridas em meio à pandemia de COVID-19. No entanto, essa variável merece atenção diante dos comprometimentos que a sífilis pode trazer em meio ao estado gravídico. Além disso, ao observar a classificação clínica dos diagnósticos, o número alarmante de diagnósticos feitos na fase terciária indica a necessidade de medidas mais efetivas para diagnosticar a sífilis em estágios mais iniciais. Assim, estratégias de saúde pública destinadas ao diagnóstico precoce, bem como à prevenção merecem destaque no contexto epidemiológico abordado nesse estudo, ressaltando que a sífilis congênita é um sério problema a ser combatido.

PALAVRA CHAVE

Sífilis, Gestação, Saúde, Sobral

Área

OBSTETRÍCIA - Epidemiologia

Autores

José Juvenal Linhares, Vitória Campelo de Andrade Rodrigues, Amanda Beatriz Sobreira de Carvalho, Louise Lara Martins Teixeira Santos, Jhulia de Aguiar Polleze , Ana Carolina Duarte Rossi, Tatiana de Sá Roque

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