59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

DIMINUIÇÃO DO RASTREIO MAMOGRÁFICO DE NEOPLASIA MAMÁRIA EM MEIO AO COVID-19: REVISÃO EPIDEMIOLÓGICA

OBJETIVO

O presente estudo objetiva revisar a literatura a fim de analisar a diminuição do rastreio mamográfico de câncer de mama e seus efeitos sobre a quantidade de diagnósticos realizados durante a pandemia de COVID-19. Considerando que a neoplasia maligna de mama é o mais frequente no sexo feminino (excetuando-se o tumor de pele não melanoma) e que os programas de rastreio é fundamental para o diagnostico precoce e bom prognostico dos casos, a analise da possivel diminuição de ralização dos exames faz o estudo ser relevante.

MÉTODOS

Estudo descritivo e retrospectivo sobre o número de mamografias realizadas para rastreio de neoplasias mamárias em 2019 e 2020. Os dados foram obtidos por meio do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde do Brasil – DATASUS, pela ferramenta TABNET. Para essa pesquisa não foi necessário aprovação do Comitê de ética pois trata-se de um estudo com banco de dados público.

RESULTADOS

A redução do número de mamografias realizadas no ano de 2020(1.759.779) em relação ao ano de 2019(2.954.375) foi expressiva, equivalente a 40,43%. Em relação à população que realizou o exame, as proporções entre faixas etárias não apresentaram mudanças significativas, demonstrando que a queda da procura e/ou do acesso ao rastreio de alterações mamárias foi generalizada. No ano de 2019, houve 41.819 novos diagnósticos de neoplasias mamárias malignas, enquanto, em 2020, foram 38.819 novos casos, configurando uma redução de 7,17%. Percebe-se, assim, que o declínio no número de diagnósticos não foi tão expressivo quanto o de mamografias.

CONCLUSÕES

Com a diminuição de rastreio, esperava-se uma diminuição considerável nos novos casos de neoplasia mamária, entretanto, percentualmente, houve uma pequena redução no diagnóstico de novos casos de câncer. Assim, percebe-se que o declínio do diagnóstico não foi tão expressivo quanto o esperado. Apesar disso, deve-se considerar que essa redução, mesmo que não tão significativa, acarretará atraso no diagnóstico e piores prognósticos a pacientes.

PALAVRA CHAVE

Mamografia, rastreio, neoplasia maligna da mama

Área

GINECOLOGIA - Epidemiologia

Autores

Adriana Buchner , Ana Laura Lodi, Bárbara Diel Klein, Cesar Augusto Vetuschi Azzolin, Silvane Nene Portela

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