59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

Análise da relação entre pré-natal e near miss materno no estado da Paraíba

OBJETIVO

O Ministério da Saúde e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia determinam como mínima a quantidade de seis consultas ao longo da gravidez. Com a finalidade de analisar a relação entre o pré-natal e o near miss materno em maternidades do estado da Paraíba, o intuito do estudo concentra-se em determinar se as mulheres que apresentaram condições de risco que a caracterizam como near miss materno durante o parto ou puerpério realizaram o acompanhamento pré-natal preconizado pela obstetrícia na quantidade adequada.

MÉTODOS

O estudo foi transversal, observacional, retrospectivo e descritivo por coleta de informações dos prontuários de 790 mulheres, dessas 786 obtiveram critérios de inclusão para o estudo, admitidas na Unidade de Terapia Intensiva de maternidades de referência nos anos de 2016 à 2020, os registros foram notificados no sistema de dados da Rede Cuidar. Foi possível coletar informações das gestantes de alto risco que as caracterizam como near miss como ocorrência de pré-eclâmpsia grave, eclampsia, sepse e hemorragia pós-parto grave e saber a quantidade de consultas pré-natais realizadas. A análise de dados foi feita por estatística descritiva simples através do software Excel.

RESULTADOS

Na amostra final de 786 pacientes, identificaram-se 34,9% das mulheres (n = 275) que fizeram no mínimo 6 consultas durante a gestação. Encontrou-se que 65,1% da amostra (n = 515) realizou entre zero e cinco consultas de pré-natal. Dessas mulheres, 24,2% (n = 193) chegou a ser acompanhada com uma variação entre uma e cinco consultas e a quantidade que não teve nenhuma consulta de acompanhamento durante a sua gestação foi de 40,9% (n = 322). De acordo com o resultado é possível inferir que a maior parte do grupo estudado não teve a quantidade mínima de consultas realizadas e ainda que um grupo significativo de 40,9% não teve acompanhamento, o que mostra a relação entre não realização ou realização insuficiente do pré-natal nesse grupo de gestantes de alto risco.

CONCLUSÕES

Fora utilizado o teste de comparação de dois grupos de amostras independentes e observou-se um p-valor <0,05 o que confirma a hipótese de diferença significativa entre os grupos avaliados. Ao traçar-se a relação quantitativa entre consultas pré-natal e saúde das gestantes e puérperas em quase morte, conclui-se que é preciso adquirir ferramentas de monitoramento e intervenção para abranger o acompanhamento gestacional na atenção primária.

PALAVRA CHAVE

Gravidez de alto risco

Área

OBSTETRÍCIA - Gestação de Alto Risco

Autores

Clarissa Giovana Luna De Oliveira, Ana Quezia Bezerra de Holanda Sousa, Jaylane Da Silva Santos, Raquel Veloso Do Nascimento, Júlia De Melo Nunes, Luiz Felipe Nogueira De Figueiredo Lobo, Lídia Dayse Araújo de Souza, Viviane Meneghetti Ugulino Azevedo Isidro

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