59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

COLESTASE INTRA-HEPÁTICA GESTACIONAL – UM RELATO DE CASO

CONTEXTO

A colestase intra-hepática gestacional (CIHG) constitui doença rara de alto risco que surge no final do segundo ou no terceiro trimestre da gestação com presença de icterícia e prurido intenso, além de cursar com elevação das aminotransferases e/ou dos ácidos biliares séricos. Os sinais e sintomas dessa afecção costumam desaparecer cerca de duas semanas após o parto. Possui elevada relevância por ser uma gestação de alto risco com as seguintes complicações: doença da membrana hialina, parto prematuro, síndrome de aspiração meconial e feto natimorto.

DESCRIÇÃO DO(S) CASO(S) ou da SÉRIE DE CASOS

Paciente de 29 anos de idade, G3P2A0, com 26 semanas e seis dias de idade gestacional foi internada na maternidade de alto risco, referência da região do médio Paraíba, em Volta Redonda, RJ, com quadro de icterícia, prurido e dor em hipocôndrio direito. Exame obstétrico não apresentava alterações. Possuía história familiar e prévia (ambos partos) de sintomatologia equivalente durante as gestações com resolução após o parto. Fez uma cesárea há 10 anos e teve um parto normal prematuro com 27 semanas, após amniorexe espontânea, há 3 anos. Durante a segunda gestação, realizou colecistectomia devido ao quadro e a cálculos na árvore biliar. O pré natal atual demonstrou que o prurido e a icterícia se iniciaram no final do 1º trimestre de gestação e utilizava ácido ursodesoxicólico 150mg para alívio dos sintomas, com sucesso moderado. O laboratório revelou leucocitose, bilirrubina total: 6,4 e direta 5,3; LDH 592; EAS (urina tipo 1) e urinocultura demonstraram infecção urinária, a qual foi devidamente tratada. Diversas hipóteses foram pesquisadas, como doença hepática, autoimune e escabiose, contudo o diagnóstico de exclusão foi de CIHG. Com 37 semanas foi feita cesárea devido a hipertonia uterina. Necessitou de suporte intensivo no Centro de Terapia Intensiva (CTI), pois evoluiu com discrasia sanguínea e choque hipovolêmico. Recebeu alta após melhora do quadro com alívio do prurido e da icterícia.

COMENTÁRIOS

A CIHG constitui difícil diagnóstico com complicações fetais graves, desse modo, o fato de conseguir postergar o parto para 37 semanas de gestação, mesmo com um quadro exuberante na admissão (com 26 semanas) e ao longo da internação, demonstra a importância desse relato.

PALAVRA CHAVE

Colestase intra-hepática gestacional

Área

OBSTETRÍCIA - Gestação de Alto Risco

Autores

Renato Puccioni Sohler, Ana Clara Cunha Ávilla Fest da Silveira, Leonã Santana de Lima, Vinícius Zanotti Zatta, Cristina Lopes Baptista, Ana Paula da Cunha

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