59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

GESTAÇÃO ECTÓPICA CORNUAL: RELATO DE CASO

CONTEXTO

A gravidez ectópica (GE) é uma das principais causas de mortalidade materna no mundo. A GE não tubária é responsável por 5% do GE, mas estão associadas a maior risco materno.
Gestações cornuais e intersticiais são subtipos raros de GE em que o saco gestacional é implantado nos cornos uterinos ou na porção proximal da tuba uterina, respectivamente, sendo usados como sinônimos pela literatura norte americana.
A localização da gestação geralmente leva a um atraso no diagnóstico e risco de ruptura uterina em 20% dos casos que progridem além de doze semanas de amenorreia. Os fatores de risco são semelhante aos da gravidez ectópica em geral e incluem doença inflamatória pélvica, cirurgia pélvica prévia, tumores, anomalias uterinas e técnicas de reprodução assistida.

DESCRIÇÃO DO(S) CASO(S) ou da SÉRIE DE CASOS

BGSL, 25 anos, sem comorbidades, G1P0, idade gestacional 7 semanas + 4 dias, compareceu ao Pronto Atendimento do Conjunto Hospitalar do Mandaqui em 01/07/21 com relato de discreto sangramento via vaginal há 11 dias associado a cólica com aumento progressivo de Beta-hCG quantitativo (23/6/21: 2056,1, 29/6/21: 8197,56).
Em bom estado geral, sem peritonismo ao exame abdominal e com pequeno sangramento evidenciado ao especular. Realizou ultrassonografia transvaginal com imagem em região cornual direita hiperecogência com conteúdo heterogêneo e fluxo circular ao doppler, sugerindo reação decidual, de 23x19mm e eco endometrial de 6,2 mm.
Submetida a laparotomia exploradora com visualização de útero de tamanho habitual com abaulamento e hiperemia em corno uterino direito de 4 cm de diâmetro. Realizada ressecção cornual uterina direita e salpingectomia direita 05/07/21.
Apresentou adequada recuperação pós-operatória, com alta hospitalar 48 horas após cirurgia.

COMENTÁRIOS

A utilização do ultrassom transvaginal e das medições de Beta-hCG em série permitem a detecção precoce e tratamento menos invasivos. No caso de um exame de ultrassom anormal que não corresponde ao nível do Beta-hCG, medições seriadas facilitam uma diferenciação precoce entre uma gestação intrauterina habitual e uma gravidez ectópica.
Historicamente, as opções de tratamento para eram histerectomia ou ressecção cornual por laparotomia.
Hoje, com o diagnóstico precoce, abordagens mais conservadoras, como laparoscopia ou tratamento medicamentoso são possíveis.
Compreender e desenvolver métodos melhores de diagnóstico e tratamento diminui a morbidade e mortalidade associadas a esta condição.

PALAVRA CHAVE

Gestação ectópica, cornual, beta - hCG, tratamento

Área

OBSTETRÍCIA - Obstetrícia Geral

Autores

Marcela Moraes de Oliveira Lopes, Wescule de Moraes Oliveira, Ana Elisa Resende Tavares, Anna Carolina Nunes Ferraz, Roberto Lojelo

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