59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

ISOLAMENTO DE TOXOPLASMA GONDII EM SANGUE DE RECÉM-NASCIDO – UM RELATO DE CASO

CONTEXTO

A toxoplasmose apresenta alta prevalência no Brasil, justificando-se a importância da triagem sorológica durante o pré-natal. A ocorrência da doença no período gestacional, pode evoluir para forma congênita, com elevada morbimortalidade e difícil diagnóstico. A maioria dos recém-nascidos são assintomáticos, com surgimento tardio de manifestações clínicas ou sequelas. A passagem transplacentária de anticorpos da classe IgG, torna o diagnóstico laboratorial no recém-nascido um desafio, podendo ser utilizadas outras técnicas como PCR e/ou bioensaio para isolamento do Toxoplama gondii em sangue periférico ou outros fluidos corporais, que se configura como uma técnica dificilmente realizável, devido seu tropismo tecidual

DESCRIÇÃO DO(S) CASO(S) ou da SÉRIE DE CASOS

Um caso de toxoplasmose gestacional sem uso de esquema tríplice evoluindo com acometimento fetal e óbito neonatal, com isolamento de taquizoítas em sangue periférico do neonato. Trata-se de P.E.S, 32 anos, G3P2NA0, previamente hígida, que apresentou soroconversão para toxoplasmose com 25 semanas de gestação quando instituído uso de espiramicina. Iniciou acompanhamento em pré-natal de alto risco, sendo prescrito esquema tríplice, o qual não foi realizado uso por falha do processo de dispensação. Com 34 semanas e 3 dias, a paciente evolui para trabalho de parto prematuro, com parto vaginal e nascimento de RN em mau estado geral, ictérico, hidrópico, com petéquias disseminadas, necessitando de reanimação na sala de parto e encaminhamento à unidade de terapia intensiva, onde foi identificado malformações cardíacas, hepatomegalia importante e ascite à ultrassonografia abdominal. Laboratorialmente, apresentava plaquetopenia e anemia com necessidade de transfusão, evoluindo a óbito com 7 dias de vida. Foi coletado o sangue periférico e realizado o inóculo em camundongos onde foi possível o isolamento dos taquizoítas do Toxoplasma gondii

COMENTÁRIOS

A sorologia para IgM e IgG foram reagentes para toxoplasmose e a presença de IgM confirma a infecção fetal, já que esta imunoglobulina não atravessa a placenta. O isolamento dos taquizoítas foi possível após o inóculo em camundongo, técnica altamente sensível e específica. A ausência do tratamento pode ter sido o fator primordial para o desfecho neonatal, levando a uma elevada parasitemia que possibilitou o isolamento do parasito. O isolamento de Toxoplasma gondii em amostras humanas é difícil e a caracterização dos isolados é importante para estudos epidemiológicos da toxoplasmose.

PALAVRA CHAVE

Toxoplasmose Congênita; bioensaio; taquizoítas

Área

OBSTETRÍCIA - Doenças Infecciosas

Autores

MARCIA A R de FREITAS, Carina Barboza Paula, Matheus Brum Rodrigues da Costa, Polyana Almeida Barbosa, Priscila Silva Franco, José Roberto Mineo, Carolina Salomão Lopes, Francielly Marques Gastaldi

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