59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

Avaliação da variação da espessura endometrial como fator preditivo de gravidez em pacientes submetidas ao preparo de endométrio artificial com transferência de blastocistos de boa qualidade.

OBJETIVO

Avaliar a capacidade preditiva de gravidez do delta endometrial em pacientes submetidas à transferencia de embriões blastocistos de boa qualidade em preparos endometriais artificiais.

MÉTODOS

Estudo transversal baseado na avaliação de 300 prontuários eletrônicos entre 2014 e 2020 no Instituto Idéia Fértil, Santo André, São Paulo. Considerou-se a medida ultrassonográfica endometrial no segundo dia do ciclo menstrual e no dia da introdução de progestágeno vaginal. Utilizou-se o aparelho Toshiba MODELO SSA-780A. Avaliou-se a idade, o tabagismo, o índice de massa corporal (IMC), o tempo de infertilidade e taxa de gravidez. Todas as pacientes tiveram histeroscopia diagnóstica prévia sem alterações no último ano. Fatores de inclusão foi a transferencia de um blastocisto de boa qualidade (≥3; AA, AB, BA, BB). Fatores de exclusão foram pacientes com malformações mullerianas e antecedente de quimioradioterapia. O Projeto foi aprovado pelo comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), processo 56.570 (número do Parecer: 129.696. Data da Relatoria: 10/10/2012).

RESULTADOS

A análise foi realizada pelo programa estatístico SPSS – Statistical Package for Social Sciences (v 16.0). Foi utilizado o teste t Student para comparação entre as variáveis quantitativas com valor de significância estatística estabelecido em 5% ou p<0,05. As variáveis qualitativas foram analisadas com o teste qui-quadrado, também com significância de p<0,05.
A média da espessura endometrial inicial foi 3,7 mm (variando de 0,9mm a 5 mm). A média da espessura endometrial final foi 7,9 mm (variando de 6 mm até 15mm). O delta de crescimento endometrial (calculado pela espessura endometrial final menos a inicial) teve valor médio de 4,15mm.
Em relação à análise do BetaHCG, 69 pacientes apresentaram esse valor negativo e, 55 tiveram o BetaHCG positivo. A porcentagem desses dados é, respectivamente, 55,6 e 44,3.
MEDIANA BHCG POSITIVO BHCG NEGATIVO p
Espessura endometrial inicial 3 (3-4) 4 (3,2-4) 0,1863
Espessura endometrial final 8 (7,6-9) 7 (6-8) 0,164
Delta espessura endometrial 4,09(3,5-7,6) 4,2 (3,7-4,7) 0,879

CONCLUSÕES

O trabalho não apresentou significância estatística, concluindo que a variação da espessura endometrial no trabalho não influenciou na taxa de sucesso da fertilização. Novos estudos se fazem necessários.

PALAVRA CHAVE

espessura endometrial; FIV; taxa de gravidez; transferencia embrionária.

Área

GINECOLOGIA - Reprodução Humana

Autores

Isabella Cristina Couto

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