59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

ANÁLISE DA TAXA DE MORTALIDADE POR NEOPLASIA MALIGNA DO COLO DO ÚTERO POR REGIÃO DO BRASIL ENTRE 2017 E 2021

OBJETIVO

Realizar um levantamento da taxa de mortalidade por neoplasia maligna do colo do útero nas cinco regiões do Brasil, durante o período de janeiro de 2017 a maio de 2021. Analisando os resultados obtidos sob a perspectiva das diferenças de acesso aos serviços de saúde em cada região do país.

MÉTODOS

Este é um estudo ecológico descritivo, com informações coletadas do Sistema de Informações de Saúde (TABNET), na aba Morbidade Hospitalar do SUS por Local de Residência, com abrangência geográfica das cinco regiões brasileiras: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Na sessão linha foi selecionada a opção "Ano atendimento", e na sessão coluna a opção “Região”. A variável do conteúdo foi “Taxa mortalidade" para o período de janeiro de 2017 até maio de 2021. A categoria escolhida foi Lista de Morbidades CID-10, “Neoplasia maligna do colo do útero”.

RESULTADOS

Foi registrada uma taxa de mortalidade total por neoplasia maligna do colo do útero para o período analisado de 11,81, considerando todas as regiões do país. A análise individual por região evidenciou uma taxa de mortalidade total para a região Norte de 15,85; 12,32 para Sudeste; 12,09 para Nordeste; 11,80 para Centro-Oeste; e 8,77 para Sul. Além disso, a taxa de mortalidade total para as 5 regiões no ano de 2017 foi de 11,81, a qual se repetiu em 2018; 11,59 em 2019; 11,73 em 2020; e 12,31 até maio de 2021.

CONCLUSÕES

Sabe-se que o câncer de colo uterino é a quarta causa de mortalidade por câncer em mulheres no Brasil (excluindo tumores de pele não melanoma), INCA 2019. Confirmando esse panorama, o resultado da taxa de mortalidade total nacional por neoplasia maligna do colo do útero para o período analisado foi de 11,81, ainda um valor isolado elevado mesmo com o grande potencial preventivo da afecção. A análise da mortalidade total por ano se manteve estável em 2017 e 2018, com declínio em 2019; porém, com tendência consecutiva de crescimento em 2020 e 2021. Ademais, observa-se importante diferença regional das taxas de mortalidade total, com o maior percentual na Região Norte (15,85) e o menor na Região Sul (8,77). Essa disparidade pode advir das diferenças socioeconômicas entre as regiões, que se refletem em estruturação e acesso díspar aos serviços de saúde. Assim, é indispensável a otimização da cobertura em prevenção, rastreamento e tratamento precoce da neoplasia maligna do colo do útero, a fim de diminuir a taxa de mortalidade nacional e as disparidades regionais desse indicador.

PALAVRA CHAVE

Mortalidade; Neoplasia; Colo uterino; Região

Área

GINECOLOGIA - Epidemiologia

Autores

José Juvenal Linhares, Amanda Beatriz Sobreira de Carvalho, Ana Carolina Duarte Rossi, Jhulia de Aguiar Polleze, Louise Lara Martins Teixeira Santos, Tatiana de Sá Roque, Vitória Campelo de Andrade Rodrigues

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