59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

MICROCEFALIA ASSOCIADA À INFECÇÃO CONGÊNITA PELO CITOMEGALOVÍRUS

CONTEXTO

O Citomegalovírus (CMV) é responsável por casos de infecção congênita em cerca de 0,2 a 2,2% dos recém-nascidos. Durante a gestação, a transmissão vertical do vírus pode ocorrer por passagem transplacentária, como resultado de infecção materna aguda ou por reativação de vírus endógeno. O objetivo do estudo é relatar um caso de microcefalia associada à infecção congênita pelo CMV.

DESCRIÇÃO DO(S) CASO(S) ou da SÉRIE DE CASOS

A gestante foi encaminhada ao serviço de Medicina Fetal pela presença de alterações em ecografia obstétrica: cisterna magna aumentada, ventriculomegalia e calcificações abdominais difusas. Ela apresentava 28 anos e era sua primeira gravidez. Não apresentava história de comorbidades, uso de drogas ou de medicações na gestação. O exame em nosso serviço evidenciou microcefalia (medida da circunferência craniana com 4 desvios abaixo da mediana pra idade gestacional), calcificações no parênquima cerebral, dilatação dos ventrículos laterais (átrio posterior: 1,1 cm), tamanho do cerebelo reduzido e cisterna magna aumentada; hepatoesplenomegalia, com múltiplas calcificações no parênquima hepático e algumas no parênquima pulmonar; coração com desproporção de câmaras cardíacas (aumento das câmaras direitas); artéria pulmonar tortuosa e placenta com muitas áreas de calcificações puntiformes. Os achados sugeriam a presença de infecção fetal. Dentre as sorologias maternas eram positivos apenas IGG para CMV, Rubéola, Herpes Simples 1 e Epstein Barr. Realizada amniocentese que teve resultado de PCR positivo para CMV e cariótipo normal. A criança nasceu de parto normal espontâneo (37 semanas e 4 dias), pesando 2380g, Apgar de 6 e 9, foi encaminhada para internação em UTI neonatal. A ecocardiograma do recém-nascido (RN) demonstrou hipertrofia ventricular direita, dilatação do tronco da artéria pulmonar e forame oval patente. As sorologias no sangue do RN (IGM e IGG) e o PCR para CMV na urina foram positivos, ele recebeu tratamento com Ganciclovir.

COMENTÁRIOS

Os achados ecográficos fetais corroboravam com a literatura, levando à hipótese diagnóstica de infecção congênita pelo patógeno. O estudo demonstra a importância e a complexidade do estudo da citomegalovirose congênita, evidenciando a necessidade de atendimento dos casos em serviço de especializado com Medicina Fetal, para a definição do diagnóstico e manejo adequado do caso.

PALAVRA CHAVE

Citomegalovírus; Ultrassonografia Pré-Natal; Diagnóstico Pré-Natal; Perinatologia

Área

OBSTETRÍCIA - Medicina Fetal

Autores

Gabriela Hochscheidt Mahl, Felipe Fagundes Bassols, André Luiz Baptista de Oliveira, Rafaela Colle Donato

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