59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

Página Inicial » Inscrições Científicas » Trabalhos

Dados do Trabalho


TÍTULO

ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DOS CASOS DE ZIKA VÍRUS EM GESTANTES NO DISTRITO FEDERAL DE 2016 A 2020

OBJETIVO

O Zika vírus é um vírus emergente, do gênero flavivírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. No Brasil, houve uma vertiginosa propagação da infecção concomitantemente associado a microcefalia em recém-nascidos, uma vez que há uma importante infecção gestacional. Diante disso, o estudo visa descrever as características epidemiológicas dos casos de Zika vírus em gestantes do Distrito Federal-DF, de 2016 a 2020.

MÉTODOS

Estudo epidemiológico descritivo de casos de Zika vírus em gestantes, utilizando os filtros: ano de notificação, faixa etária, raça, evolução e critérios diagnósticos. Dados coletados no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS).

RESULTADOS

Foram registrados 2.626 casos de Zika vírus em mulheres, sendo que 449 estavam grávidas. Observou-se uma maior incidência nos anos de 2016 e 2019, com 165 e 140 casos, respectivamente, e redução superior a 38% nos demais anos. Quanto a faixa etária houve frequência de 0,22%: 10-14 anos, 13,8%: 15-19 anos, 81,96%: 20-39 anos, 3,79%: 40-59 anos e 0,22%: 60-64 anos. Mais de 40% das gestantes infectadas estavam no segundo trimestre e 33,18% já estavam no terceiro trimestre. Tratando-se da raça 24,5%: brancas, 48,77%: pardas, 5,57%: pretas e 2%: amarelas, porem 19,15% tinham raça em branco/ignorada. O diagnóstico laboratorial foi realizado em 360 casos, em apenas 26 casos utilizou-se critérios clínicos- epidemiológicos e os demais tinham critério em branco/ignorado. Em 56,57% a evolução foi boa, alcançando a cura.

CONCLUSÕES

Por fim, conclui-se que o surto de infecções pelo vírus Zika, que emergiu no Brasil no ano 2015, transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti, está associado a microcefalia em recém-nascidos de mães infectadas pelo vírus durante a gestação. Diante dos dados, foi traçado um perfil epidemiológico das gestantes infectadas pelo vírus, sendo mulheres pardas no segundo trimestre de gestação com idade entre 20-39 anos. Mesmo com maior probabilidade de cura, sabe-se das possíveis repercussões para o feto após a infecção. Dessa forma, é de grande relevância o registro imediato desse agravo, afim de aplicar intervenções precocemente. A presença de registros em branco/ignorados, não invalida os achados, mas requer analise cuidadosa.

PALAVRA CHAVE

Zika vírus; Gravidez; Epidemiologia,

Área

OBSTETRÍCIA - Epidemiologia

Autores

Amanda Cristina Alves da Cruz , Camila Flor Dantas , Ariane de Oliveira Alves , Sabrina Costa Mendes, Ana Catarina Torres, Jacirema Simone Maciel Flor

Adicione na sua agenda: AppleGoogleOffice 365OutlookOutlook.comYahoo