59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

Página Inicial » Inscrições Científicas » Trabalhos

Dados do Trabalho


TÍTULO

Linfoma de células T durante a gravidez no terceiro trimestre: relato de caso

CONTEXTO

O linfoma de células T é um subtipo de linfoma não-Hodgkin. Essas doenças linfoproliferativas na gravidez apresentam desafios diagnósticos e terapêuticos, visto ter que pesar o risco e benefício do binômio mãe e feto ao discutir o manejo do tratamento.

DESCRIÇÃO DO(S) CASO(S) ou da SÉRIE DE CASOS

Paciente 21 anos, GIIPIA0, no curso de 28 semanas e 4 dias de gestação, internada em serviço de hematologia por plaquetopenia importante e paraparesia em membros inferiores bilaterais. Realizou ressonância de coluna evidenciando lesão expansiva em região paravertebral em T10 e T11 com sinal de compressão de coluna espinhal e pequena massa paravertebral à esquerda à nível de T8 infiltrando o forame paravertebral correspondente. Realizou também ultrassonografia do abdome total que mostrou baço levemente aumentado de volume, heterogêno às custas de múltiplos nódulos, hipoecóicos, não vascularizados, circunscritos, o maior medindo 3,3 cm. Foi encaminhada para o serviço de obstetrícia de alto risco para resolução da gestação por alteração ultrassonográfica fetal, que mostrou restrição de crescimento fetal importante e centralização fetal. Foi realizada cesárea, com retirada de feto vivo e encaminhado a UTI neonatal. Realizado transfusão de concentrados de plaquetas. Foi realizado durante investigação da neoplasia biópsia que mostrou medula óssea com celularidade aumentada, ocupada por células arredondadas e realizado imunohistoquímica que mostrou infiltrado difuso de células T necróticas, CD3 positivas, além de fibrose acentuada, sem caracterizar o infiltrado de células T, sendo necessário complementação diagnóstica. Foi realizado novo exame de imunohistoquímica que fechou o diagnóstico de infiltração linfoide atípica com imunofenótipo T CD3+ e foi iniciado quimioterapia como tratamento.

COMENTÁRIOS

O manejo do linfoma na gestação torna-se um desafio por conciliar os riscos e benefícios dos tratamentos oncológicos e obstétricos, assim como riscos neonatais. Deve-se realizar inicialmente estadiamento e decidir em conjunto melhor tratamento para o binômio mãe e feto.

PALAVRA CHAVE

Gravidez, Leucemia-Linfoma de Células T do Adulto, Neoplasias

Área

OBSTETRÍCIA - Gestação de Alto Risco

Autores

MARIANE ALBUQUERQUE REIS, MARIAMA SOUSA SALAZAR, DIEGO AMORIM SERAFIM MENEZES, RENATA BEZERRA MENEZES AMORIM, LEONARDO JOSÉ VIEIRA DE FIGUEIREDO, VIVIANE NOBRE OLIVEIRA, JOSAIR CUSTODIO DE MESQUITA, LUANA RÉGIA RIBEIRO DE ARAÚJO

Adicione na sua agenda: AppleGoogleOffice 365OutlookOutlook.comYahoo