59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

PANORAMA DA MORTALIDADE MATERNA NO ESTADO DO PARANÁ PRÉ-PANDEMIA DA COVID-19: 2016-2019

OBJETIVO

Identificar o perfil de morte materna durante a gravidez, parto e puerpério precoce no estado do Paraná entre 2016-2019, antes da pandemia da COVID-19.

MÉTODOS

Delineamento retrospectivo, mediante análise das bases on-line do programa do Sistema de Informação sobre Mortalidade (DATASUS-SIM) e do Sistema de Informação Sobre Nascidos Vivos (DATASUS-SINAC), no período de 1 de janeiro de 2016 a 31 de dezembro de 2019. Foram coletados dados sobre a distribuição do óbito materno quanto a faixa etária materna, tipo de causa de morte obstétrica, escolaridade, estado civil, macrorregiões de saúde, local de ocorrência da morte, raça e fase da gestação/puerpério. Foi realizada análise estatística descritiva, com auxílio do software Epi Info®️.

RESULTADOS

Entre 2016 e 2019 ocorreram 251 óbitos maternos no estado do Paraná, sendo 19 (7,6%) por causas não identificadas, 70 (27,9%) por causas indiretas e 162 (64,5%) por causas diretas. As principais causas diretas de morte foram 50 (30,8%) por pré-eclâmpsia, 38 (23,5%) por hemorragia, 23 (14,2%) por tromboembolismo e 10 (6,2%) por infecções, sendo que, do total de mortes, 173 (68%) ocorreram durante o puerpério precoce. O perfil destas mulheres foi: 131 (52,2%) com escolaridade entre 8-11 anos; 162 (64,5%) brancas, 59 (23,5%) pardas, 19 (7,6%) pretas, 4 (1,6%) indígenas e 3 (1,2%) amarelas; 102 (40,6%) na faixa etária entre 20-29 anos; 102 (40,6%) solteiras. A maioria das mortes ocorreu em ambiente hospitalar 229 (91,2%), distribuída nas seguintes macrorregiões: Leste 97 (38,6%) mortes; Norte 52 (20,7%); Oeste 51 (20,3%) e Noroeste 51 (20,3%).

CONCLUSÕES

A mortalidade materna no estado do Paraná pré-pandemia da COVID-19 teve como principais causas diretas pré-eclâmpsia e hemorragia, em mulheres jovens, solteiras, brancas e com escolaridade formal de 8-11 anos. Os óbitos ocorreram majoritariamente em ambiente hospitalar. Como os Indicadores de Mortalidade Materna são considerados indicadores da saúde da mulher e da população em geral, estes achados apontam necessidade de atenção especial em todas as regiões, mas principalmente na Leste, buscando reduzir desigualdades e melhorar as estratégias de acolhimento, apoio e assistência em saúde.

PALAVRA CHAVE

Mortalidade materna; registros de mortalidade; saúde da mulher; epidemiologia; sistemas de informação em saúde.

Área

OBSTETRÍCIA - Epidemiologia

Autores

Marcos Takimura, Luiz Felipe Ribeiro Kobarg, Thiago Meister, Gustavo Tamura, Lucas Gusmão dos Santos, Julia Nakashima Barduco, Shema El-Laden Hammoud, Leonardo Quadros

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