59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

PERFURAÇÃO INTESTINAL INTRAUTERO EM GEMELAR POR FIV ASSOCIADA À GESTANTE COM SRAG POR COVID-19

CONTEXTO

Embora a gestação não eleve o risco de adquirir COVID-19, ela está associada a uma piora do curso clínico da doença, como maior risco de desenvolver complicações, evolução grave e até mesmo morte, assim como desfechos fetais desfavoráveis.

DESCRIÇÃO DO(S) CASO(S) ou da SÉRIE DE CASOS

Primigesta, 42 anos, IG: 25 semanas, gestação gemelar dicoriônica por FIV e HAS, não vacinada para covid-19. Admitida por dispneia, febre e tosse há 9 dias, PCR COVID-19 positivo, em regular estado geral, taquipneica com esforço respiratório, SPO2:90%, gasometria compatível com hipoxemia grave e tomografia tórax com comprometimento de 50%. Avaliação fetal sem alterações. Evoluiu com piora do quadro, sendo transferida a UTI com necessidade de VNI, e, posteriormente, ventilação invasiva, apresentando quadro grave de dessaturação durante a tentativa de intubação. Realizado corticorticoterapia primeiramente em dose de maturação pulmonar e após mantida dose terapêutica. Seguiu com injúria renal aguda, com necessidade de hemodiálise. Teve melhora gradual nos parâmetros ventilatórios e clínicos, sendo extubada após 7 dias de TOT e suspensa hemodiálise. Recebeu alta da UTI para enfermaria com oxigênio via cateter nasal. Na ocasião, apresentando sensório flutuante e episódios de agitação psicomotora, sugerindo quadro de delirium. Descartadas afecções patológicas, neurológicas e psiquiátricas, eletroencefalografia sugestiva de encefalopatia por COVID-19. Com 27 semanas e 2 dias, a ultrassonografia mostrou restrição de crescimento intrauterino em ambos os fetos, artéria umbilical com diástole zero no F2, e ducto venoso com onda A reversa. Além disso, o F2 apresentava ascite e fina lâmina de derrame pericárdico, sendo indicado cesárea de urgência. Ao nascimento, F2 com Apgar 5/8, 1125g, com importante distensão abdominal e Raio-x compatível com abdome agudo. Encaminhado à laparotomia exploradora, identificando-se perfuração intestinal intrauterina. O recém-nascido teve melhora transitória, porém evoluiu com choque séptico e óbito com 13 dias de vida. O F1 teve Apgar 7/8, 1120g, e permaneceu em UTI devido a prematuridade e suas complicações, tendo alta 46 dias após. Puérpera apresentou melhora progressiva, tendo alta hospitalar 27 dias após internação, sem sequelas neurológicas ou respiratórias.

COMENTÁRIOS

Até o momento, poucos dados relatam a morbidade fetal secundária a infecção materna por covid-19, portanto, ressalta-se a importância desta investigação, uma vez que essa patologia tem se tornado atualmente rotineira no dia a dia do obstetra.

PALAVRA CHAVE

perfuração intrautero, SRAG, COVID-19 e gestação

Área

OBSTETRÍCIA - Gestação de Alto Risco

Autores

Ivete Canti, Luana Carolina Delevatti, Carolina Bernini, Gabriela Pezzella, Luana Strapazzon, Ricardo Brito

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