59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE GESTAÇÕES GEMELARES NO BRASIL

OBJETIVO

Estudar o perfil epidemiológico de gestações gemelares no Brasil, considerando que estão relacionadas a maior risco de complicações maternas e fetais, como pré- eclâmpsia, hemorragia materna, prematuridade, baixo peso, malformações e óbito fetais.

MÉTODOS

Trata-se de um estudo descritivo e retrospectivo, com análise quantitativa de dados de gestações gemelares no Brasil entre os anos de 2010 a 2019, obtidos no TABNET/DATASUS.

RESULTADOS

Foram 602.269 partos de gestações gemelares durante o período estudado, correspondendo a 2% dos nascidos-vivos, dos quais 97% correspondiam à gestação dupla e 3% à gestação tripla ou mais. Quanto à idade materna, identificou-se que: ≤ 19 anos (9,8%), de 20 a 24 anos (19,7%), de 25 a 29 anos (24,7%), de 30 a 34 anos 26,0%), 35 a 39 anos (16,0%) e ≥ 40 anos (3,8%). Em relação ao tempo de escolaridade materna, observou- se: nenhum ou menos de 3 anos (4%), de 4 a 7 anos (17,4%), de 8 a 11 anos (51,4%) e de 12 anos ou mais (25,6%). Quanto ao estado civil: casadas (40,1%), solteiras (39,1%), união consensual (18,3%). O pré-natal foi adequado em 37,6% das gestações e não informado em 41,8%. Os partos ocorreram principalmente por cesariana (82,5%) e prematuramente em gestações duplas (56%) e em gestações triplas ou mais (88,4). Em relação ao peso ao nascer, 3,7% dos recém-nascidos eram de extremo baixo peso (501 a 999g), 6,3% de muito baixo peso (1.000 a 1.499g), 49,8% de baixo peso (1.500 a 2.499g), 30,5% de baixo peso (2.500 a 2.999g), e 8,8% no peso apropriado (3.000 a 3.999g), mas 96,1% dos recém-nascidos apresentaram Apgar entre 8 e 10 no 5º minuto. Anomalias congênitas foram identificadas em 1,2% dos nascimentos gemelares, enquanto nas gestações únicas em 0,8% das gestações.

CONCLUSÕES

As gestações gemelares correspondem a 2% dos nascidos vivos no Brasil, ocorrendo principalmente em mulheres de 20 e 34 anos, casadas, com 8 a 11 anos de escolaridade. Muitas vezes está associada à cesárea, prematuridade e baixo peso ao nascer. Embora a frequência absoluta de gestações gemelares seja baixa, está relacionada a complicações maternas e fetais de grande impacto tanto nos indicadores de saúde quanto financeiros, devido ao maior tempo de internação materna e possível necessidade de admissão em Unidades de Terapia Intensiva ou Intermediária. É de fundamental importância investimentos em políticas públicas que favoreçam a assistência médica de gestações gemelares, tanto no pré-natal quanto em maternidades.

PALAVRA CHAVE

gestação gemelar; perfil de saúde; epidemiologia.

Área

OBSTETRÍCIA - Gestação de Alto Risco

Autores

Carina Costa Cardoso, Cecília Adrião Ferreira Manoel, Amanda Maués Ramos, Bárbara Maria Santiago Santos do Carmo, Louise Vargas Polaro Franco, Daniele Socorro de Brito Souza Paiva

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