59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

Efeitos da Obesidade Durante a Indução do Parto com Misoprostol: Uma Revisão Sistemática

OBJETIVO

Investigar, por meio de uma revisão sistemática, a interferência da obesidade no amadurecimento cervical com Misoprostol em induções do parto.

FONTE DE DADOS

Foram analisados estudos longitudinais de coorte e ensaios clínicos, sem restrições de idioma, tendo como referência a base de dados MedLine. A busca pelos termos utilizados foi efetuada mediante consulta ao MeSH, sendo os descritores utilizados: “Misoprostol”, “Obesity”, “Body Mass Index”, “Oxytocin” e “Parturition”.

SELEÇÃO DE ESTUDOS

Seguiu-se a recomendação PRISMA. Aplicada a frase de pesquisa, foram identificados 36 artigos na base de dados. Após a aplicação dos critérios “Clinical Trial”, “Randomized Controlled Trial”, “Review”, “12 years” e “Humans” foram disponibilizados 22 artigos. Com a leitura do título, 5 artigos foram excluídos, restando 17 artigos selecionados para leitura do resumo. Desses, 9 foram excluídos por não se enquadrar ao tema, apresentar métodos pouco claros ou possuir disponibilidade apenas em resumo. Assim, 8 artigos foram selecionados para compor a revisão.

COLETA DE DADOS

Realizada mediante pesquisa bibliográfica obtida por meio de publicações periódicas.

SÍNTESE DE DADOS

Um alto IMC (>30) materno está associado a um risco aumentado de gravidez prolongada e aumento da falha na indução do parto, o que leva à necessidade de altas doses de Misoprostol e Ocitocina. Além disso, a obesidade, eleva os níveis de colesterol e de leptina, que reduzem a força, amplitude e frequência da contração uterina. A obesidade gera um maior volume corporal para distribuição, levando à redução da biodisponibilidade de medicamentos, assim, um composto contendo prostaglandinas se distribui mais amplamente no excesso de gordura, reduzindo a quantidade de droga ativa na circulação e seus efeitos. Ademais, mulheres obesas têm número de contrações reduzidas quando comparadas com as não obesas após o uso de Misoprostol, portanto, usar a mesma dose para esses dois perfis poderá resultar em ineficácia da indução. Estudos mostram que a via vaginal seria mais eficaz para o amadurecimento cervical do que a oral, uma vez que, essa pode atenuar os efeitos da composição corporal sobre a biodisponibilidade do medicamento.

CONCLUSÕES

A obesidade está associada a um aumento no risco de gravidez prolongada e na falha da indução do parto com Misoprostol por diferentes mecanismos, sendo assim, doses maiores são necessárias na prática clínica.

PALAVRA-CHAVE

Misoprostol; obesidade; parto; indução

Área

OBSTETRÍCIA - Gestação de Alto Risco

Autores

Leonardo Pandolfi Caliman, Rafaela Rosa Marques, Laura Fazza de Almeida, Maria Eduarda Oliveira de Macedo, Érica Medeiros Gomes, João Pedro Medeiros Gomes, Robson Araujo Pinto

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