59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

O IMC ESTÁ ASSOCIADO A PIORES DESFECHOS CLÍNICOS E PERINATAIS NA REPRODUÇÃO ASSISTIDA?

OBJETIVO

Avaliar o impacto do Índice de Massa Corporal (IMC) feminino nos desfechos clínicos e perinatais nas técnicas de reprodução assistida (TRA).

MÉTODOS

Estudo de coorte retrospectivo, incluindo pacientes que realizaram TRA entre 2013 e 2020, divididas de acordo com o IMC (kg/m²): Grupo 1 IMC<25; Grupo 2 IMC 25-29,9; Grupo 3 IMC≥30. 1753 ciclos de fertilização in vitro com transferência embrionária foram analisados, sendo ciclos de transferência de embriões vitrificados incluídos apenas na análise de gravidez cumulativa. Variáveis ​​foram apresentadas em média±DP ou percentual (%). Aplicados teste qui-quadrado, Generalized Estimated Equations (GEE), ANOVA e curva roc, p<0,05. Considerando alfa 5%, a amostra total de 1753 ciclos foi considerada suficiente para 12% poder na taxa de nascidos vivos.

RESULTADOS

Média de idade materna 35,5±3,6, 35,9±3,6 e 35±4,3 nos grupos 1, 2 e 3, respectivamente.axa de fertilização foi semelhante entre os grupos, mas foi observada uma menor, porém não significativa, taxa de implantação (28,4%; 27,5%; 23,2%, p=0,187), gravidez clínica (40,1%; 39,7%; 32,5%, p=0,262) e taxa de nascidos vivos (33.5%; 32.3%; 29.9%, p=0,668) no grupo 3. Quanto maior o IMC, pior foi a taxa de gravidez cumulativa entre os grupos 1, 2 e 3, respectivamente: 48,0% vs 46,7% vs 36,3%, com uma tendência linear significativa (p=0,042). Em relação aos desfechos perinatais, comparando os grupos 1, 2 e 3, respectivamente, foram observados os seguintes resultados: parto cesáreo (91,4%; 95,6%; 97,3%, p=0,221);gestação gemelar (25,2%; 26,5%; 27%, p=0,940), pré-eclâmpsia (2,9%; 6,1%; 6,3%, p=0,268); ruptura prematura de membranas (1,3%; 4,0%; 3,1%, p=0,235), hipotireoidismo materno (15,4%; 7,6%; 11,1%, p=0,449), recém-nascidos (RN) GIG (4,2%; 2,9%; 4,3%, p=0,890); escore de Apgar<7 no 5o minuto (2,4%; 1,8%; 0%, p=0,616); malformações congênitas (1,4%; 1,8%; 0%, p=0,725); taxa de morte pós natal (1,6%; 1,8%; 0%, p=0,728); taxa de prematuridade (29,6%; 30,1%; 35,1%, p=0,970) e internação em UTI neonatal (7,2%; 2,7%; 2,7%, p=0,166).

CONCLUSÕES

O IMC apresentou piores desfechos clínicos na reprodução assistida: quanto maior o IMC, pior a chance de gravidez, independente do número de ciclos. Porém, este estudo não apresentou piores desfechos perinatais. Mesmo assim, com o já bem estabelecido impacto negativo do excesso de peso nas gestações espontâneas, e, para maiores chances de gravidez, sempre que possível, deve-se estimular a perda de peso antes de iniciar o tratamento reprodutivo.

PALAVRA CHAVE

Técnicas de Reprodução Assistida; Obesidade; Infertilidade

Área

GINECOLOGIA - Reprodução Humana

Autores

Victória Campos Dornelles, Marta Ribeiro Hentschke, Isadora Badalotti Teloken, Vanessa Devens Trindade, Bartira Ercilia Pinheiro da Costa, Alexandre Vontobel Padoin, Mariangela Badalotti

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