59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

Página Inicial » Inscrições Científicas » Trabalhos

Dados do Trabalho


TÍTULO

PERFIL BACTERIANO NA INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO EM GESTANTES INTERNADAS NA MATERNIDADE DO HUPAA-UFAL

OBJETIVO

Visou-se analisar o perfil bacteriológico presente nas ITUs durante a gravidez.

MÉTODOS

Trata-se de um estudo de coorte transversal, de caráter retrospectivo, descritivo, com base em dados coletados de prontuários das gestantes internadas com diagnóstico de pielonefrite aguda, que estiveram internadas no Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA), parte integrante da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), assistidas entre os anos de 2015 e 2018.

RESULTADOS

: Os sinais e sintomas mais prevalentes foram dor lombar, presente em 59% das pacientes, seguido por febre (55%) e disúria (63%) com ausência de crescimento bacteriano. Nos demais resultados registrados, sendo 45 (63%) com ausência de crescimento. Nos demais resultados, predomina a infecção por Escherichia Coli (75%), seguida por Klebsilla pneumoniae (10,6%) e Acinetobacter spp., Enterococcus faecalis, Shigella boydii e Staphilococcus saprophyticus, cada um com 1 caso (3,6% cada). Em 45% dos antibiogramas foi relatado algum nível de resistência para a Ampicilina, em 30% para a associação Sulfametoxazol + Trimetoprima, e 20% das bactérias não demonstraram resistência. Em relação ao uso de antimicrobianos, o medicamento mais utilizado como primeira opção foi a Ceftriaxona, em 53,1% dos casos, com uma média de uso de 6,53 dias, com duração mais comum de 7 dias. O segundo mais usado foi a Cefalotina, sendo usado em 23,1% das gestantes, o terceiro mais prescrito foi a Ampicilina. Em 50% das pacientes tratadas com Cefalexina houve a necessidade de se substituir o medicamento antimicrobiano por outra opção, optando-se preferencialmente para substituir pela Cefalotina. Em 27% dos pacientes que fizeram uso de Cefalotina como primeira opção, substituíram a medicação, sendo a Ceftriaxona o Fármaco preferido para a troca. Em relação aos que utilizaram a Ceftriaxona como primeira opção, 14,1% tiveram mudança na pescrição, sendo a substituição pela associação Piperaciclina + Tazobactam a mais frequente. Uma paciente fez uso de Piperaciclina + Tazobactam precisou substituir, nesse caso, pelo Meropenem.

CONCLUSÕES

O presente estudo confirmou a prevalência da infecção por Escherichia coli nas infecções do trato urinário, seguindo a prevalência nacional e mundial. Reforça-se a necessidade de investigação ao longo do período gestacional para garantia de saúde da gestante e feto, além da existência de protocolo terapêutico uniformizado por instituição, a fim de melhorar a assistência.

PALAVRA CHAVE

Gravidez; antibacterianos; Escherichia coli; bacteriúria

Área

OBSTETRÍCIA - Doenças Infecciosas

Autores

Christianni Sabino Coelho Maranhão Falcão, Caique Medeiros Souza, Marcel Arthur Cavalcante Gonçalves, Emmelyne Accioly Soares Rocha, Marina Presmich Pontual, Kamila Monteiro Plácido, Tâmarly Caroline Cavalcante Gonçalves, José Elias Soares Rocha

Adicione na sua agenda: AppleGoogleOffice 365OutlookOutlook.comYahoo