59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

HEMORRAGIA ASSOCIADA À SÍNDROME HELLP DESENVOLVIDA INTRA-PARTO: UM RELATO DE CASO.

CONTEXTO

Dentre as síndromes hipertensivas da gestação, a Síndrome HELLP ganha notoriedade por se apresentar como emergência obstétrica e requerer uma abordagem imediata. Não há definição universal aceita dessa síndrome, mas o conjunto de alterações hematológicas que englobe hemólise, trombocitopenia e alterações de enzimas hepáticas permite que essa suspeita seja levantada. Surge em cerca de 0,2 a 0,6% de todas as gestações e em 10% das pacientes com pré-eclâmpsia grave. Sua apresentação está associada à parto pré-termo, restrição do crescimento fetal, descolamento prematuro de placenta e coagulação intravascular disseminada.

DESCRIÇÃO DO(S) CASO(S) ou da SÉRIE DE CASOS

Paciente feminino, 35 anos, primigesta, portadora de pré eclâmpsia gestacional. Encaminhada ao serviço com 39 semanas e 6 dias, após pico hipertensivo. À cardiotocografia evidenciou padrão tranquilizador e a propedêutica para Síndrome HELLP veio negativa. Optou-se pela indução do trabalho de parto devido à idade gestacional. Ao partograma, desproporção cefalopélvica foi notada, o que converteu a via de parto para cesariana. Procedimento evoluiu com hemorragia puerperal devido à hipotonia uterina, inicialmente controlada com sutura de B-lynch. Após 3 horas, paciente começou a apresentar novo sangramento, com grande eliminação de coágulos, e choque hipovolêmico. Foram colhidos exames seriados e a paciente foi encaminhada para reabordagem cirúrgica, com histerectomia pós parto sem intercorrências e com controle do sangramento. Exames laboratoriais de controle evidenciaram hemólise, elevação de enzimas hepáticas e plaquetopenia, o que contribuiu para o diagnóstico de Síndrome HELLP desenvolvida intraparto.

COMENTÁRIOS

O relato mostra importância singular por apresentar um caso raro de Síndrome HELLP desenvolvida intra-parto, com suspeição por meio de parâmetros clínicos. As primeiras 72 horas do período pós-parto são extremamente críticas, com piora acentuada caso cesária, em vista da possibilidade de piora da situação materna decorrente do consumo de plaquetas e de fatores de coagulação em pacientes com chances aumentadas para o desenvolvimento da síndrome. Nesse período, é recomendável manter a paciente em uma unidade de tratamento intensivo ou sob vigilância da equipe assistencial. Deve-se acompanhar a evolução clínica e laboratorial até que haja melhora da função hepática e tendência à elevação da contagem de plaquetas.

PALAVRA CHAVE

Síndrome HELLP; Pré-eclampsia; Hemólise; Trombocitopenia; Emergência obstétrica.

Área

OBSTETRÍCIA - Gestação de Alto Risco

Autores

Lara Carolina Castro Oliveira, Izadora Rezende Pinto, Letícia Esteves Oliveira Silva, Maria Luiza Castro Coelho, Mariana Oliveira Azevedo, Rafaela Silveira Tafuri Mota, Nádia Lucia Meneses

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