59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

ANÁLISE DA PROFILAXIA ANTITROMBÓTICA NA GESTAÇÃO EM UM HOSPITAL ESCOLA NO SUL DO BRASIL

OBJETIVO

Analisar a profilaxia antitrombótica na gestação em um Hospital Escola no Sul do Brasil, a fim de identificar se as pacientes que apresentavam risco aumentado para tromboembolismo receberam o tratamento adequado.

MÉTODOS

Estudo transversal prospectivo de natureza quantitativa, através da análise de prontuários, desenvolvido no Hospital Santa Cruz, situado em Santa Cruz do Sul – RS. Foram selecionados prontuários de pacientes parturientes que foram atendidas no Centro Obstétrico do Hospital Santa Cruz, no período de janeiro de 2019. Foram incluídas todas as pacientes que tiveram parto vaginal ou cesariana no Centro Obstétrico do Hospital Santa Cruz durante o período e excluídos prontuários com dados básicos incompletos. Primeiramente, os dados foram tabulados no Microsoft Office Excel e, posteriormente, foram analisados pelo programa SPSS (Statistical Package for the Social Sciences).

RESULTADOS

A amostra foi composta por 160 prontuários, destes, 5 representavam pacientes que tiveram abortos com idade gestacional
entre 6,3-22,3 semanas, 1 foi alocado erroneamente como pós-parto e 13 apresentaram ausência de dados básicos. Das160 pacientes estudadas, 1 (0,6%) fez profilaxia incompleta e 1 (0,6%) fez profilaxia adequada para tromboembolismo na gestação. Dentre os fatores de risco para tromboembolismo na gestação, 6 (3,8%) pacientes apresentavam obesidade, 40 (25%) prontuários não constavam dados relativos à obesidade, 147 (91,9%) prontuários não constavam dados referentes a sobrepeso, e 154 (96,3%) não apresentavam dados sobre ganho de peso >21kg na gestação. Apresentaram hábito tabágico antenatal 13 pacientes, 6 durante toda a gestação, 1 em parte da gestação e 6 no pós-natal. A pré-eclâmpsia esteve presente em 11 das pacientes. Fatores de risco como hemorragia anteparto, fertilização in vivo, hiperêmese gravídica, imobilidade, veias varicosas, anemia, anemia falciforme, lúpus eritematosos sistêmicos e cardiopatia não foram evidenciados nos prontuários analisadas.

CONCLUSÕES

Evidencia-se a necessidade de estratificar e classificar todas as pacientes no pré-natal, a qualquer momento deste, principalmente no início da gestação, e as que derem entrada na maternidade, sejam elas possíveis parturientes ou gestantes em tratamento, a fim de minimizar as comorbidades gestacionais e puerperais bem como diminuir riscos para tromboembolismo venoso.

PALAVRA CHAVE

Tromboembolismo profundo; Profilaxia; Gestacional;

Área

OBSTETRÍCIA - Obstetrícia Geral

Autores

Lavínia Comarú Traichel, Eduarda Rebés Müller, Eduarda Bertolini, Mariana Wallauer Reinheimer, Gabriela Teixeira da Silveira, Luiza Maciel Fuentes, Leandro Luis Assmann, Deryck Aguiar Ribeiro

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