59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

COMPARAÇÃO DE CONDUTAS MÉDICAS EM RELAÇÃO À COVID-19 NO ATENDIMENTO A GESTANTES

OBJETIVO

Comparar condutas entre obstetras e outros médicos em relação ao atendimento de gestantes infectadas e com suspeita de COVID-19.

MÉTODOS

Estudo observacional transversal, cujos dados foram coletados por meio de 48 questões virtuais. Foram incluídos médicos que exerceram suas atividades profissionais durante a pandemia e preencheram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, e excluídos os que não atenderam pacientes frente à infecção COVID-19 e aqueles que não concluíram o formulário. As variáveis foram descritas em porcentagens, e analisadas por meio de testes qui-quadrado e exato de Fisher. Possui nível de significância de 5% (p ≤ 0,05) e o software utilizado foi o Statistical Package for the Social Sciences (IBM SPSS 25.0). Os dados qualitativos foram analisados e caracterizados através da plataforma N vivo.

RESULTADOS

Participaram do estudo 186 médicos brasileiros, sendo 65 especializados em Ginecologia e Obstetrícia (GO), 36 de outras especialidades e 85 médicos generalistas. Foi identificado que 56,9% dos GOs atenderam gestantes com suspeita e diagnóstico de COVID-19, 25% dos médicos de outras especialidades e 48,2% dos generalistas também declararam ter atendido pessoas nessa condição. Quanto ao número de gestantes, apenas obstetras atenderam uma média de mais de 10 gestantes por dia (41,6%). Em relação à indicação de internamento hospitalar, a maioria (84,7%) dos generalistas indicaram o isolamento social, em contrapartida aos especialistas em GO, que promoveram principalmente o internamento hospitalar em quarto isolado (42,3%). Em todos os três grupos a maioria das pacientes com teste positivo eram sintomáticas e em 61,8% dos casos não foi prescrito tratamento medicamentoso. Além disso, a maioria manteve o prazo entre consultas, considerou via de parto uma decisão obstétrica e o clampeamento precoce do cordão. 98,5% dos obstetras e 86,1% dos outros especialistas indicam a amamentação. No entanto, 90,6% dos médicos generalistas (p <0,001) não indicavam a amamentação nesses casos. A maioria (64,6%) dos obstetras solicitaram Tomografia (TC) de Tórax, enquanto que a maioria dos outros médicos não. Todos os grupos costumam seguir os protocolos oferecidos no ambiente de trabalho e obrigatoriamente realizaram um treinamento para tal fim.

CONCLUSÕES

A maioria dos GOs tiveram condutas diferentes em relação a outros médicos no manejo da amamentação, internamento hospitalar, tratamento medicamnetoso e solicitação de TC de Tórax em gestantes com suspeita ou diagnóstico de COVID-19.

PALAVRA CHAVE

COVID-19; Gravidez; Médicos.

Área

OBSTETRÍCIA - Doenças Infecciosas

Autores

Ullany Maria Lima Amorim Coelho de Albuquerque, Michele Caroline Figueiredo Ferreira, Juliana Maria Chianca Lira, Yasmin Juliany de Souza Figueiredo, Barbara Rhayane Santos, João Eduardo Andrade Tavares de Aguiar, Rodrigo Almeida Santiago de Araújo, Júlia Maria Gonçalves Dias

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