59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO COMPARANDO DOIS MÉTODOS DE HEMOSTASIA APÓS PROCEDIMENTO ELETROCIRÚRGICO DE EXCISÃO DE COLO UTERINO, COM E SEM USO DE TAMPÃO VAGINAL

OBJETIVO

Comparar dois métodos de hemostasia após procedimento de excisão eletrocirúrgica em alça (CAF), com e sem tampão vaginal.

MÉTODOS

Ensaio clínico randomizado realizado no Hospital do Câncer de Barretos (HCB) de outubro de 2014 a junho de 2015 com 100 pacientes submetidas à CAF do colo do útero, randomizadas para inserir ou não tampão vaginal após o procedimento . O desfecho primário foi a intervenção ginecológica pós-operatória devido ao sangramento vaginal após o procedimento. O secundário foi o número de dias com sangramento vaginal. Apenas os participantes estavam cegos para a atribuição do grupo. As variáveis ​​categóricas foram comparadas com o teste do qui-quadrado ou o teste exato de Fisher e utilizou-se o nível de significância de 5%.

RESULTADOS

O estado hormonal, gestações anteriores e resultados histológicos foram bem distribuídos entre os grupos. O sangramento vaginal anormal pós-operatório que requer intervenção não teve diferença estatística entre os grupos de pacientes com tampão vaginal e sem tampão vaginal (p = 0,3074), assim como outras complicações (tabela 1). A mediana dos dias relacionados de sangramento vaginal após o procedimento foi de 7,4 dias (DP 8,75) no grupo que utilizou tampão vaginal e 7,34 dias (DP 8,52) no grupo que não utilizou, sem diferença estatística (p = 0,912).

CONCLUSÕES

A inserção ou não de tampão vaginal, após CAF, não afeta o número de intervenções ginecológicas pós-operatórias devido ao sangramento vaginal ou a quantidade de dias de sangramento pós-operatório. Gestações anteriores, estado hormonal, citologia ou características do espécime de CAF não afetaram o resultado. Também não encontramos nenhum fator de risco associado a sangramento anormal. Com base nisso, o uso de tampão vaginal pode ser deixado de usar sem maiores complicações.

PALAVRA CHAVE

PATOLOGIAS DO COLO UTERINO. EXCISÃO DE COLO UTERINO. CIRURGIA DE ALTA FREQUÊNCIA. TÉCNICAS DE HEMOSTASIA.

Área

GINECOLOGIA - Patologia do Trato Genital Inferior

Autores

ELISA BEATRIZ SIMIONI, JULIANA BERTOLOTTI MENDONÇA, LETÍCIA MARIA MODES COSTA SCOFONI, GABRIEL LIMONE, MARCELO DE ANDRADE VIEIRA, CARLOS EDUARDO M C ANDRADE, AUDREY TIEKO TSUNODA, RICARDO DOS REIS

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