59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

Metástase hepática como primeira manifestação do carcinoma oculto de mama: Relato de caso.

CONTEXTO

O câncer mamário é uma das doenças mais comuns em mulheres, mas não costuma apresentar doença metastática ao diagnóstico, sendo ainda mais raro os casos de CA oculto de origem mamária primária que metastizam para o fígado, havendo um déficit de estudos e dados retrospectivos disponíveis para entendimento e possibilidade de um diagnóstico precoce que terá implicações terapêuticas e prognósticas.

DESCRIÇÃO DO(S) CASO(S) ou da SÉRIE DE CASOS

Paciente feminina, 61 anos, com antecedente patológico de carcinoma de colo uterino IB2, EC TNM: T1 N0 M0 tratado em 2017. Em consulta de seguimento, referiu perda de peso, dor abdômino-pélvica, hematúria, ao exame presença de nódulo em região epigástrica. A ultrassonografia de abdome, constatou lesão no segmento II hepático. A Tomografia de abdome revelou lesão em segmento II hepático de 5,8x4,0cm, dilatação de vias biliares e imagem ovalada não captante em cabeça de pâncreas. A suspeita inicial foi de metástase hepática do carcinoma de colo uterino. Após biópsia e imuno-histoquímica, confirmou tratar-se de neoplasia epitelióide maligna com característica mamária. A investigação mamária mostrou mamografia normal (BI-RADS 2), US de mama normal (BI-RADS 2), TC de tórax e RNM de mama também normais. Contudo, na TC de abdome, encontrou-se lesão hepática, confirmada pelo PET-Scan. Indicado hepatectomia parcial e colecistectomia como tratamento cirúrgico. O anatomopatológico mostrou neoplasia epitelióide maligna com característica mamária. A imunoistoquímica revelou receptor de estrógeno positivo (ER) em 50% das células neoplásicas, positividade de anticorpo P53 em 40% das células neoplásicas, positividade anticorpo KI-67 em 40% das células neoplásicas, citoqueratinas 1, 5, 10 e 14 e GATA-3 positivos; CDX2, ANXA10, TTF-1 e vilina negativos; marcadores CA19-9, CEA 17-7 e AFP2 73 negativos, corroborando para origem primária de mama.

COMENTÁRIOS

O câncer oculto de mama é raro, representando menos de 1% dos casos, observando-se geralmente metástases em linfonodos axilares e ausência de tumor no tecido mamário, sendo incomum a metástase exclusivamente hepática. Nesse caso, as investigações mamárias não mostraram patologia primária, sendo confirmada apenas pela imunoistoquimica da metástase. O estudo corrobora para interpretação e resolução de casos semelhantes, servindo à comunidade médico-acadêmica para melhor compreensão da temática e para melhor abordagem dos pacientes.

PALAVRA CHAVE

neoplasia de mama; câncer oculto de mama; metástase hepática.

Área

GINECOLOGIA - Mastologia

Autores

Welington Lombardi, Flávia Vicentin Silva, Mizia Cristina Costa Lourenzoni, Ana Carolina Abud Ferrira, Carolina Barcha Santos, Beatriz Berchielli Moreno, Luciana Borges Lombardi

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