59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

Fratura cervical como primeira manifestação do carcinoma oculto da mama: relato de caso

CONTEXTO

O carcinoma oculto da mama se caracteriza por não ser identificado ao exame físico ou exames radiológicos da mama, mas sim como linfadenopatia axilar, sendo uma entidade incomum e de incidência baixa, representando menos de 1% dos casos de câncer de mama. O acometimento ósseo é a principal localização de metástase desta patologia, localizado mais frequentemente na coluna vertebral. Devido à raridade da doença associada a dificuldade diagnóstica, o presente estudo visa contribuir para o estudo e a interpretação de casos semelhantes.

DESCRIÇÃO DO(S) CASO(S) ou da SÉRIE DE CASOS

Paciente do sexo feminino, 32 anos, com queixa de dor e incômodo em mama esquerda há aproximadamente 8 anos. Os exames ultrassonográficos mamários seriados, sempre evidenciaram nódulos mamários bilaterais sugestivos de fibroadenomas e confirmados por punções aspirativas com agulha fina. Há 8 meses, apresentou inversão mamilar e endurecimento mamário esquerdo, suspeitos para malignidade. Realizou core-biopsy mamária bilateral guiadas por ultrassom, com resultado de fibrose estromal e proliferação fibroadenomatosa. Durante teste físico para ingressar em corporação militar, a paciente sofreu fratura cervical em C5, cuja investigação por imunoistoquímica revelou lesão metastática originária da mama. Foi submetida a quimioterapia e como não foi encontrado lesão mamária elementar pelos exames imagenológicos, optou-se por realização de adenomastectomia diagnóstica bilateral com biópsia de linfonodo sentinela e reconstrução imediata. O anatomopatológico mostrou em três focos neoplásicos em região retroareolar esquerda, diminutos, entremeados com fibroadenomas, confirmando então o diagnóstico de carcinoma oculto primário da mama. A imunoistoquímica apresentou resultado negativo para receptores de estrogênio e progesterona, KI-67 positivo em 20% e HER-2 score 3.

COMENTÁRIOS

O câncer oculto de mama é uma forma extremamente rara de tumor, representando 0,3 a 1% de todos os casos de pacientes com câncer de mama. Somente cerca de 2 a 7% dos carcinomas sólidos são diagnosticados primeiramente pelo sítio metastático, sem evidência do sítio primário, sendo que 5% desses, tem como sítio metastático a axila, sugerindo a mama como sítio do carcinoma primário e caracterizando o carcinoma oculto de mama. Falsos-negativo são relatados em até 30% das mamografias, índice que pode chegar a 45% em mamas densas, diante disso, uma opção seria a Ressonância Mamária pois possui menor taxa de falsos-negativo, possibilitando, talvez, a realização de cirurgias conservadoras.

PALAVRA CHAVE

câncer de mama; carcinoma oculto da mama; metástase óssea

Área

GINECOLOGIA - Mastologia

Autores

Welington Lombardi, Luciana Borges Lombardi, Carla Freitas, Natalia Alves Morise, Lais Arroyo Lopes Anjo, Alana Jordão, Beatriz Santilli Motta, Amanda Cristina Tassi, Flavia Vicentin Silva

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