59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DE SÍFILIS NO PRÉ-NATAL DE ACORDO COM A CLASSIFICAÇÃO DE RISCO GESTACIONAL

OBJETIVO

Avaliar o diagnóstico e o tratamento de sífilis no pré-natal de acordo com a classificação de risco gestacional.

MÉTODOS

Realizou-se um estudo observacional descritivo do tipo transversal, através de questionários com checklist, avaliação de prontuários e da caderneta de gestantes atendidas em Unidades Básicas de Saúde e em centros de atenção à gestante. O cálculo da amostra foi de 151 participantes para a pesquisa. Todavia, foram entrevistadas 187 gestantes (com mais de 18 anos de idade), que foram divididas em dois grupos: gestantes em pré-natal de alto risco (primeiro grupo) e de baixo risco (segundo grupo). Os dados foram tabulados e foram utilizadas variáveis do tipo nominal, numéricas de dois dígitos (para os dados em números) e variáveis binárias do tipo sim ou não de acordo com a categoria de cada item. Para foram confeccionadas tabelas de distribuição de frequência e realizados testes de associação de variáveis, com análise univariada.

RESULTADOS

As gestantes de alto risco somaram 92 (49,20%) e as gestantes baixo risco, 95 (50,80%). 61 (66,30%) das gestantes do primeiro grupo e 73 (76,84%) das gestantes do segundo grupo fizeram teste rápido na primeira consulta de pré-natal. Quatro gestantes testaram positivo e apenas três receberam tratamento. Observou-se em ambos os grupos, que o maior número de solicitações de VDRL foi no 1º trimestre (cerca 75,00%), mas a maioria dos resultados dos exames foi vista durante o 2º trimestre. Não foram vistos os resultados dos exames de 24 (26,09%) gestantes de alto risco, e de 11 (11,58%) gestantes de baixo risco. Não foram realizados exames VDRL para seis (6,52%) gestantes, todas de pré-natal de alto risco. Os resultados dos testes VDRL foram positivos para quatro (4,35%) gestantes do primeiro grupo e para três (3,16%) gestantes do segundo. Das quatro gestantes do primeiro com testes positivos nenhuma afirmou ter havido o tratamento do parceiro. Enquanto que duas das três gestantes do segundo afirmaram ter havido tratamento do parceiro.

CONCLUSÕES

Apesar de poucas gestantes do grupo de alto risco não terem realizado ao menos um VDRL, muitas gestantes não tiveram os resultados visualizados em consulta e, das que tiveram resultados positivos, nem todas as gestantes foram tratadas para a sífilis e/ou tiveram seus parceiros tratados, fatores que aumentam a chance de reinfecção da mulher e amplia a chance de ocorrência de uma infecção vertical.

PALAVRA CHAVE

Sífilis; Gravidez; Complicações Infecciosas na Gravidez.

Área

OBSTETRÍCIA - Doenças Infecciosas

Autores

Lara Benário de Lisboa Santos, Luiz Ricardo Gois Fontes, Maria Luíza Souza Rates, Gabriela Oliveira Abreu de Faria, Alberto José da Costa Santos, João Eduardo Andrade Tavares de Aguiar, Laís Baldin, Júlia Maria Gonçalves Dias

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