59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

Desfechos maternos e perinatais de gestantes e puérperas com COVID-19: estudo de coorte.

OBJETIVO

Descrever os desfechos maternos e perinatais de gestantes e puérperas admitidas com COVID-19 em uma maternidade-escola do Nordeste do Brasil.

MÉTODOS

Trata-se de um estudo de coorte ambidirecional, realizado em uma maternidade-escola do Nordeste, que incluiu as gestantes e puérperas internadas com COVID-19 no serviço entre 1 de abril de 2020 a 31 de dezembro de 2020. Os dados foram coletados a partir de um formulário padrão, com precauções para evitar contaminação. Foram analisadas variáveis biológicas, sociodemográficas, obstétricas, de assistência pré-natal, de resultados do parto e os desfechos maternos e perinatais. Esta pesquisa foi previamente submetida e aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob o CAAE 31757620.5.0000.5201. As pacientes incluídas prospectivamente assinaram um termo de consentimento.

RESULTADOS

Foram incluídas 351 pacientes. Dessas, 85,3% tinham idade abaixo dos 35 anos, 73,9% eram pardas ou negras, 55,4% apresentavam sobrepeso ou obesidade, 85,2% possuíam renda per capita inferior a um salário mínimo, 71,3% estudaram menos de 12 anos e 41,3% gestaram três ou mais vezes. Em relação à assistência pré-natal, 67,3% tiveram pelo menos seis consultas. Em relação aos resultados do parto, 66,3% das pacientes tiveram o parto no serviço, sendo 54% dessas submetidas à cesariana. Entre as indicações de cesariana, 18,2% foram relacionadas à COVID-19. Foi realizada indução do parto em 22,7% das mulheres, porém 50,9% dessas resultaram em cesariana. O tempo médio de indução foi de 13,7 horas. A idade gestacional média no parto foi de 37,5 semanas. Houve três mortes maternas (0,8%) e 17 casos de near miss materno (4,8%). Em relação aos desfechos perinatais, houve 10 casos de neas miss neonatal (4,3%), 28 mortes fetais (12%) e dois óbitos neonatais precoces (0,5%).

CONCLUSÕES

A maior parte das pacientes admitidas com COVID-19 são jovens, pardas, multigestas, apresentam baixa renda e estão acima do peso. Grande parte das pacientes apresentaram o número mínimo de consultas pré-natais. Em relação à via de parto, a cesariana foi predominante, porém as indicações relacionadas à COVID-19 não foram tão frequentes, assim, a infecção, por si só, não representa necessariamente uma justificativa para realizar cesariana. A maioria das pacientes recebeu alta e os desfechos adversos representaram 5,7% dos casos, enquanto os desfechos perinatais graves representaram 17,1%.

PALAVRA CHAVE

Gestação de Alto Risco. COVID-19. Assistência Perinatal. Saúde Materna.

Área

OBSTETRÍCIA - Gestação de Alto Risco

Autores

Marina Amorim Albuquerque, Lucas Felix Marinho Neves, Arthur Ferreira Cerqueira Amorim, Thaise Villarim de Oliveira, Antônio Henriques de França Neto, Anna Catharina Magliano Carneiro da Cunha, Leila Katz, Melania Maria Ramos Amorim

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