59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

Avaliação da incontinência urinária em gestantes e do assoalho pélvico no puerpério imediato

OBJETIVO

Analisar os sintomas de perda urinária em gestantes e avaliar a musculatura do assoalho pélvico no puerpério imediato

MÉTODOS

Estudo transversal de abordagem quantitativa, realizado no Ambulatório de Puerpério de Alto Risco de Hospital Universitário no Rio Grande do Sul, no período de agosto de 2020 a junho de 2021. A amostra foi composta por mulheres que tiveram parto vaginal, com ou sem laceração de 1º e 2º graus. Critérios de inclusão foram: mulheres maiores de 18 anos com paridade de 1-3. Critérios de exclusão foram: presença de episiotomia ou laceração de 3º e 4º graus, paridade ≥4, cirurgia de correção perineal anterior. A avaliação se deu através de entrevista e aplicação dos instrumentos de avaliação do Female Sexual Function Index (FSFI) e Pelvic Floor Impact Questionnaire (PFIQ-7) referentes aos hábitos de vida antes e durante a gestação, respectivamente. Por fim, avaliou-se a força muscular do assoalho pélvico por meio da palpação digital, graduada pela Escala Modificada de Oxford. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva.

RESULTADOS

O presente estudo investigou 98 pacientes com idade média de 28,2 (±6,6) anos, variando de 18 a 42 anos. O número de partos prévios a esta gestação era de nenhum em 37,8%, um em 50,0% e 2 em 12,2% dos casos. O peso médio dos recém-nascidos foi de 3.083g (±612g), variando de 872 a 4.615g. Antes da gestação, 58,2% das gestantes não realizavam atividade física. Durante a gestação, 69,4% apresentavam queixas de incontinência urinária (IU) e 72,4% tinham urgência miccional. Na análise dos instrumentos, o FSFI apresentou média 26,4, indicando função sexual satisfatória. O questionário PFIQ-7 teve média 76,1, mostrando pouco impacto dos sintomas de IU nas atividades da vida diária. Por outro lado, a escala de Oxford, aplicada na primeira consulta pós-parto, obteve resultado baixo, com média 1,83 (em escala de 0 a 5) para grau de força dos músculos do assoalho pélvico.

CONCLUSÕES

A incontinência urinária, sintoma frequente durante e após a gravidez, associa-se ao enfraquecimento da musculatura do assoalho pélvico, secundário à sobrecarga que este grupo muscular sofre ao longo da gestação e parto. O achado de baixo índice da escala de Oxford no período puerperal comprova a fragilidade da musculatura do assoalho pélvico no pós-parto e aponta a necessidade de intervenções fisioterápicas para fortalecimento deste grupo muscular, tanto na gestação quanto no período puerperal.

PALAVRA CHAVE

Assoalho pélvico, força muscular, incontinência urinária, gestação, puerpério.

Área

GINECOLOGIA - Uroginecologia

Autores

ISADORA BENETTI, LETÍCIA FERNANDEZ FRIGO, CRISTINE KOLLING KONOPKA

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