59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

Concordância entre as versões curta e longa da Escala de Resiliência: validação na população obstétrica segundo status de vulnerabilidade

OBJETIVO

Comparar e validar a versão resumida da escala de resiliência (RS-14), utilizando a escala original de 25 itens (RS-25) como referência, em uma população de gestantes nulíparas (com e sem vulnerabilidade materna).

MÉTODOS

Estudo de coorte prospectiva que incluiu gestantes nulíparas, com gestações únicas, de março / 2018 a março / 2020. Mulheres que preencheram a RS-25 com 27-29 semanas de gestação foram incluídas na análise. Comparamos medianas, desvios-padrão e percentis entre as versões, para as populações em geral, vulneráveis ​​e sem vulnerabilidade. Foram realizadas análises de correlação, concordância e consistência interna e confiabilidade. Um valor de p <0,05 foi considerado estatisticamente significativo.

RESULTADOS

No total, 383 mulheres que completaram a RS-25 foram incluídas. As medianas dos escores RS-14 e RS-25 foram significativamente diferentes (73,4 e 70,8, respectivamente; p <0,001), independentemente do status de vulnerabilidade. O RS-14 apresentou alta correlação (coeficiente de Pearson 0,984), mas sem concordância (teste de Pitman de diferença de variância: r = 0,420; P <0,001) com a versão RS-25. A RS-14 apresentou alta consistência interna e confiabilidade com apenas um componente (Variância de 59,82%, Alfa de Cronbach de 0,947).

CONCLUSÕES

Nossos resultados indicaram que existe uma provável necessidade de adequação do instrumento para avaliação da resiliência na população obstétrica. A exclusão do item 3 da RS-14 foi corroborada por outros autores e poderia contribuir potencialmente para o aprimoramento do instrumento. Mais estudos são necessários para avaliar a reprodutibilidade do instrumento em gestantes, uma vez que a escala curta (RS-14) não concordou com a escala original (RS-25). A avaliação do desempenho da versão curta, que classifica as mulheres nas categorias de resiliência baixa, moderada e alta, pode auxiliar na avaliação da aplicabilidade da versão RS-14. Além disso, uma versão resumida do instrumento poderia ser aplicada na prática clínica para a avaliação multidimensional da saúde da mulher.

PALAVRA CHAVE

resiliência, gravidez, complicações na gravidez, vulnerabilidade, escala

Área

OBSTETRÍCIA - Obstetrícia Geral

Autores

Anic Campos Alves, Renato Teixeira Souza, Rafael Bessa de Freitas Galvão, Karayna Gil Fernandes, Maria Laura Costa do Nascimento, João Paulo Dias de Souza, José Guilherme Cecatti

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